(Adobe Stock) Quando pensamos na Austrália, normalmente vêm à mente à Ópera de Sydney, a Grande Barreira de Corais, os cangurus e as extensas paisagens do interior do país. Mas, ao sul do continente, separada pelo Estreito de Bass, existe uma ilha que revela uma Austrália completamente diferente. A Tasmânia reúne montanhas, florestas temperadas, praias praticamente desertas, cidades históricas e uma biodiversidade que a transformou em um dos destinos mais interessantes da Oceania. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Com aproximadamente 68 mil quilômetros quadrados, a Tasmânia é o menor estado australiano em extensão territorial. Sua localização e seu relativo isolamento permitiram a preservação de ambientes naturais únicos que em grande parte são áreas reconhecidas pela Unesco como Patrimônio Mundial. A capital, Hobart, é uma das cidades mais antigas da Austrália e funciona como principal porta de entrada para explorar a ilha. Fundada pelos britânicos no início do século 19, preserva construções históricas, antigos armazéns e um porto que continua sendo parte importante da vida local. No bairro de Salamanca, edifícios de arenito foram transformados em restaurantes, galerias e lojas. Aos sábados, o tradicional Salamanca Market reúne produtores, artesãos e visitantes. Hobart também ganhou destaque internacional graças ao Museu de Arte Antiga e Nova (Mona), conhecido pelas exposições provocativas e arquitetura subterrânea. A instituição ajudou a transformar a cidade em um importante destino cultural, atraindo visitantes que antes procuravam a Tasmânia quase exclusivamente por suas paisagens. Mas é na natureza que a ilha revela sua maior personalidade. O Parque Nacional Cradle Mountain-Lake St Clair abriga algumas das paisagens mais emblemáticas da Tasmânia. Montanhas de formas irregulares, lagos glaciais, florestas e trilhas fazem da região um dos principais destinos de caminhadas da Austrália. O Lago Dove tornou-se um dos cartões-postais do estado. Na costa leste, o cenário muda completamente. O Parque Nacional Freycinet é conhecido pela Wineglass Bay, uma baía de areia clara e águas azul-turquesa cercada por montanhas de granito rosado. Trilhas levam a mirantes panorâmicos, enquanto pequenas praias e enseadas oferecem uma experiência muito diferente das regiões mais movimentadas do litoral australiano. A vida selvagem também é um dos grandes atrativos. A Tasmânia abriga espécies que não existem naturalmente em nenhum outro lugar do planeta, como o famoso diabo-da-tasmânia, um marsupial carnívoro de aparência curiosa. Wombats, wallabies, equidnas e diversas aves também podem ser observados em parques e reservas. A gastronomia é outra agradável surpresa. O clima mais frio favorece a produção de vinhos, especialmente Pinot Noir e Chardonnay, além de queijos, frutos do mar e produtos artesanais. Ostras frescas, salmão e ingredientes locais aparecem nos cardápios de restaurantes que valorizam a produção regional. Para conhecer a Tasmânia, a melhor alternativa costuma ser alugar um carro. As estradas são panorâmicas e conectam pequenas cidades, parques nacionais, vinícolas e áreas costeiras. Embora as distâncias não sejam enormes, o ideal é reservar pelo menos uma semana para explorar a ilha sem pressa. Entre dezembro e março, durante o verão australiano, os dias mais longos e as temperaturas geralmente agradáveis favorecem as atividades ao ar livre. Mesmo nessa época, porém, o clima pode mudar rapidamente, especialmente nas regiões montanhosas. Para quem já conhece Sydney, Melbourne ou a Grande Barreira de Corais, a Tasmânia oferece a oportunidade de descobrir o outro lado do país. E para quem ainda não visitou a Austrália, talvez seja justamente esse território menos conhecido que revele algumas de suas paisagens mais surpreendentes.