Eles têm muitas funcionalidades: delimitam espaços, dão personalidade, deixam mais aconchegante e contribuem para a sensação térmica e o conforto acústico (Leandro Moraes/Divulgação) Muito além de complementar a decoração, os tapetes são peças que transformam o visual de um cômodo. Acrescentar personalidade e beleza, definir espaços, proporcionar conforto e contribuir para a acústica e a sensação térmica são algumas das funções da peça. Portanto, saber escolhê-los é uma tarefa importante. Para ajudar a eleger o tapete ideal para a sua casa, Patricia Penna e a equipe de profissionais do seu escritório reuniram cinco dicas fundamentais. Confira a seguir: 1. Medidas para cada ambiente No living, o tamanho do sofá e o formato da planta são pontos referenciais para a escolha. Além de estimar as dimensões da área de cobertura, o tapete deve ser expandido por uma distância mínima de 25 centímetros (cm) embaixo do sofá e permitir o avanço para, pelo menos, metade do comprimento de estantes e poltronas. “Calcular as ‘sobras’ permite que a peça não se enrole nos pés de moradores e visitantes, além de preservar a durabilidade e a estética”, aconselha o arquiteto João Paulo Duque. Na sala de jantar, a principal recomendação é que haja uma sobra de 70 cm a 1 metro, além das dimensões da mesa, para a movimentação das cadeiras. Mais uma vez é essencial observar o formato do ambiente para eleger o modelo certo do tapete. “Se a sala for retangular, procure um tapete com o mesmo formato. Se, ao contrário, o espaço for quadrado, ele deve seguir a proporção e o desenho da sala”, diz a arquiteta. No quarto, a arquitetura de interiores promoveu uma mudança ao longo dos anos: saíram os formatos retangulares, posicionados nas laterais da cama, para dar lugar à amplitude dos tapetes, que ocupam o espaço embaixo do móvel. Seguindo essa tendência, a referência para um resultado harmonioso é não deixar que o tapete alcance a parede da cabeceira. “Nosso cálculo é que o comprimento cubra cerca de 2/3 do colchão e ultrapasse os pés da cama em, aproximadamente, 60 cm”, explica Duque. 2. Definir ambientes integrados Tendência nos projetos, a integração entre os ambientes tem o tapete como um aliado para as definições dos espaços. Entre as salas de estar e de jantar, cor e estampa das peças devem acompanhar o estilo planejado no projeto. Uma peça pode apresentar mais personalidade, enquanto a outra pode seguir por um perfil mais neutro e sóbrio. Nessa equação, a dinâmica é sempre lembrar que o tapete entra na decoração por dois caminhos: ou o profissional o elege como uma peça neutra ou como ponto de destaque. Também na integra-ção, as dimensões também são muito importantes. Moradores e o responsável pelo projeto precisam ter o objetivo bastante claro. Por um lado, ela pode acontecer pela conexão completa dos ambientes – aspecto reforçado ou não pelo layout – ou com a ideia de ter os cômodos separados por suas características próprias, mas dentro do mesmo espaço. 3. Cores e estampas É preciso analisar se a peça será coadjuvante ou a estrela na decoração. A regra básica do equilíbrio propõe que um tapete estampado requer um estofado liso e vice-versa. Estampas com grafismos, listras, florais e padrões irregulares tiram o décor da mesmice e se destacam em um local de tons neutros. Dentro desse raciocínio, ainda surge uma pergunta: nas decorações mais ousadas é possível usar tapetes de cores e materiais diferentes em um mesmo ambiente? Sim. Uma dica é procurar itens que tenham pontos em comum, criando uma sensação de continuidade entre eles. 4. Materiais O mercado oferece uma extensa variedade de materiais. Cada um coleciona pontos positivos e negativos que precisam ser levados em consideração antes de bater o martelo. O kilim, produzido feito de lã ou seda, é apropriado para áreas internas, já o de fibra pode ser posicionado também na parte externa. Nas residências com crianças ou pets, o ideal é escolher modelos mais resistentes e de fácil manutenção. Em linhas gerais, tapetes sintéticos são mais adequados para situações corriqueiras de casa como líquidos derramados, pois possibilitam a limpeza de uma forma bem prática. 5. Cuidados na manutenção Visando a durabilidade, a recomendação é sempre optar por empresas especializadas para a realização da limpeza profunda, pelo menos uma vez por ano. Superficialmente, porém, todos os modelos, independente do material, permitem o uso do aspirador de pó duas vezes por semana.