Poucas viagens condensam tanta diversidade em tão poucos dias quanto cruzar o oeste canadense de carro. O roteiro começa em Calgary, passa pela natureza cinematográfica de Banff, atravessa vales e montanhas até o vilarejo alpino de Whistler e termina na vibrante Vancouver, onde o mar encontra a cidade. Calgary Moderna, mas com espírito de interior, Calgary é uma cidade única. O centro dela celebra até hoje sua participação como sede das Olímpiadas de Inverno de 1988, oferece uma vista do horizonte da Calgary Tower e uma visita ao passado no Heritage Park Historical Village. Moderna, mas com espírito de interior, Calgary é uma cidade única (AdobeStock) Em julho, a cidade se transforma com o Calgary Stampede, megafestival de rodeio, shows e culinária que ocorre na arena em formato de cela de cavalo. Na gastronomia, destaque para a Alberta beef (carne bovina de primeira), bisonte, BBQ à moda cowboy e cervejarias artesanais. Banff A 130 km de Calgary, o Parque Nacional de Banff exibe cartões-postais como Lake Louise e Moraine Lake, de cores que variam do azul-esmeralda ao turquesa conforme o degelo. Suba a Banff Gondola ao Sulphur Mountain para ver picos nevados eternos; aventure-se no gelo em Columbia Icefields; e, com sorte, observe a vida selvagem com cervos e carneiros-selvagens à beira da estrada (dirija com cautela). Para comer, vale a pena experimentar a truta das montanhas, o salmão do Pacífico e a sobremesa Beaver Tail (rabo de castor). A 130 km de Calgary, o Parque Nacional de Banff exibe verdadeiros cartões-postais (AdobeStock) Whistler Seguindo rumo a oeste, vale fracionar a longa travessia com uma parada em Kamloops antes de encarar a cênica Sea-to-Sky Highway (99). Em Whistler, o complexo Whistler Blackcomb é sinônimo de neve farta, mas o vilarejo vibra o ano inteiro. No verão, trilhas, lagos como o Lost Lake, ciclismo de montanha e a icônica Peak 2 Peak Gondola garantem vistas absurdas. Em novembro, o festival Cornucopia celebra comida e bebida. No verão, o Crankworx agita o mountain bike. A gastronomia fica por conta de bistrôs aconchegantes, restaurantes com produção local e bares animados na vila de pedestres. Vancouver Encerrando a jornada, Vancouver equilibra urbanidade e natureza com maestria. Passeio de bicicleta pelo Stanley Park Seawall, prove delícias no Mercado Granville Island, caminhe pelo histórico bairro Gastown e, se sobrar tempo, atravesse as passarelas do Capilano Suspension Bridge Park. No prato, ostras, salmão selvagem e culinária de influência global. Passeio de bicicleta pelo Stanley Park Seawall (AdobeStock) QUANDO IR Melhor época é entre junho e setembro. Com a temperatura amena, os lagos descongelam, mas os picos se encontram nevados, as trilhas ficam abertas e ocorrem os festivais de verão. No trajeto de Alberta para a Colúmbia Britânica, você ganha uma hora ao cruzar o fuso horário. Guia prático Moeda: dólar canadense (CAD) Idioma: inglês Documentos: passaporte válido Visto/eTA: brasileiros precisam de visto de visitante. Porém, se tiverem o visto americano pelo prazo máximo de concessão (10 anos) e chegarem por via aérea, são dispensados do visto, bastando uma autorização chamada eTA. Vacinas: sem exigências específicas para turistas; recomenda-se seguro-saúde. Dirigir: CNH brasileira é aceita. Estradas são bem sinalizadas e, em geral, sem pedágios. Clima: entre junho e setembro, quente/agradável durante o dia e fresco à noite. Vestir-se em camadas. Energia: 110/120V; tomadas tipo A/B (padrão Estados Unidos). Gorjeta: costuma-se deixar de 15% a 20%. Distâncias/tempo de viagem: Calgary-Banff: 1h30 / 130 km Banff-Kamloops: 5h30 / 500 km Kamloops-Whistler: 4h00 / 300 km Whistler-Vancouver: 1h50 / 120 km