(Mariana Camargo/Divulgação) Com função de apoio ao painel da TV, o rack se tornou um clássico entre as décadas de 1990 e 2000, quando ainda abrigava televisores de tubo, aparelhos de som, discos, CDs e objetos decorativos. Trinta anos depois, com a modernização dos eletroeletrônicos, o móvel ganhou novos contornos. Hoje, com TVs mais finas, muitas vezes fixadas diretamente na parede ou em painéis, ele deixou de ser apenas um suporte e passou a atuar de forma integrada ao projeto. “Ele segue cumprindo suas funções nas salas, mas recebeu uma roupagem contemporânea”, explica a arquiteta Daniela Funari, responsável pelo escritório homônimo. De acordo com ela, na configuração atual o móvel contribui para a mimetização de toda a estrutura de fixação da TV e dos sistemas de som. “O rack atua como uma extensão do painel, fazendo desaparecer os fios e organizando videogames, controles remotos e peças decorativas”, afirma. Atualmente, o rack aparece com design mais arrojado, minimalista e, muitas vezes, incorporado ao projeto de marcenaria. “Gosto de trabalhar a personalização do rack tanto pelo estilo quanto pelas dimensões do ambiente e as necessidades do projeto”, complementa a profissional. Para exemplificar essa versatilidade, Daniela apresenta algumas soluções desenvolvidas em seus projetos. Monocromia Outra solução desenvolvida por Daniela explora a monocromia entre o rack e o painel da TV, com o uso de tons claros e de baixa saturação, reforçando uma estética minimalista e sofisticada. Nesse projeto, a marcenaria em tom cinza off-white se estende por toda a parede, integrando também a porta de entrada de forma discreta. O rack suspenso acompanha o perímetro do ambiente e se destaca pelo efeito ripado, mantendo a continuidade visual e a sensação de leveza. (Mariana Camargo/Divulgação) Integração Mesmo com sua função bem definida nos projetos, o rack não precisa seguir um padrão rígido. Ele pode, inclusive, se destacar na composição por meio de cores e acabamentos. Em uma das propostas, a arquiteta aposta em uma combinação acolhedora entre o amadeirado claro do painel e o tom terracota do rack e de uma estante lateral. A marcenaria ocupa grande parte da parede da TV e conta com portas ripadas, que ajudam na ventilação dos equipamentos eletrônicos. A composição foi pensada de forma funcional, com o rack alinhado aos pontos de energia que alimentam dispositivos como decodificador de TV e modem. (Mariana Camargo/Divulgação) Para além da TV A fixação suspensa, que confere um visual mais leve e contemporâneo, é cada vez mais comum nos projetos. Segundo Daniela, sua concepção não se limita a alturas mais baixas, geralmente entre 30 cm e 50 cm. Dependendo das necessidades dos moradores, o móvel pode ser ampliado para incluir nichos e espaços de armazenamento adicionais, como livros, documentos e outros objetos do dia a dia. Assim, o rack deixa de ser apenas um suporte técnico e se consolida como peça-chave na organização e na estética das salas de estar e home theater.