(Adobe Stock) Você já reparou como entrar em um espaço pode mudar o jeito que você se sente? Um quarto aconchegante que convida ao descanso, uma sala iluminada que dá energia para começar o dia ou mesmo um ambiente com luz fria demais que acaba cansando os olhos. Essas sensações não são acaso e fazem parte de um campo de estudo cada vez mais presente no mundo: a neuroarquitetura. Essa área une arquitetura e neurociência para entender como os espaços influenciam nossas emoções, nossos comportamentos e até a nossa saúde. Mais do que pensar em estética, a proposta é criar ambientes que tragam bem-estar, produtividade e qualidade de vida. É nesse contexto que, na próxima quarta-feira, será lançado o livro Neuroarquitetura – Projetando Ambientes para os Desafios Contemporâneos. A obra reúne especialistas nacionais e internacionais que apresentam pesquisas e reflexões sobre como os ambientes podem transformar a experiência humana. (Reprodução) Entre os destaques está o capítulo “Iluminação e seus impactos nos ambientes construídos”, assinado pela santista Adriana Tedesco, lighting designer especializada em iluminação integrativa e saudável. No texto, ela mostra como a luz artificial vai muito além de clarear um espaço e pode interferir no sono, no humor, no metabolismo e até na prevenção de doenças. “Foi uma honra escrever sobre iluminação e seus impactos nos ambientes construídos, ao lado de grandes nomes que se dedicam a estudar a neuro-ciência aplicada à arquitetura. É um passo importante para quebrar paradigmas e projetar espaços que realmente promovam saúde e bem-estar”, afirma Adriana. No capítulo, ela explica que o uso inadequado da luz pode desregular o ciclo circadiano — nosso relógio biológico — e afetar diretamente a qualidade de vida. Com base em evidências científicas, defende soluções de projeto que aproximem os espaços dos ciclos naturais, tornando-os mais saudáveis e acolhedores. Seis dicas para deixar seu lar mais aconchegante e confortável Mais natureza: leve para sua casa plantas, cores e objetos inspirados no verde e no azul, que transmitam calma e relaxamento. Opte por formas orgânicas: móveis e objetos arredondados são mais acolhedores ao olhar do que ângulos retos. Prefira materiais naturais: madeira, pedras e tecidos de fibras naturais reforçam a sensação de conforto; tons terrosos ajudam a aquecer o ambiente. Evite o excesso de minimalismo: espaços muito “limpos” podem ser frios. Um pouco de textura e informação visual aumenta o bem-estar. Organize os espaços: cada objeto deve ter seu lugar. A organização favorece funcionalidade e reduz o estresse. Aposte em iluminação quente e indireta: especialmente em quartos e áreas de descanso, luz suave estimula relaxamento e a qualidade do sono.