(Rafael Renzo/ Divulgação e Carlos Piratininga/ Divulgação) Na leitura contemporânea dos projetos de arquitetura de interiores, as paredes ocupam funções estratégicas. Antes restritas a um papel discreto dentro da composição, hoje contribuem na estética e concentram escolhas capazes de transformar completamente a percepção do ambiente. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Essa é a visão da arquiteta Cristiane Schiavoni, que valoriza e trata a parede como parte essencial da decoração em seus projetos. Para ela, o destaque não surge de um único recurso isolado, mas da forma como materiais, iluminação e objetos se articulam na composição. “O importante é que exista coerência com os outros objetos presentes no espaço”. Nada de deixar as paredes nuas. De acordo com a profissional, decorá-las agrega na organização visual do ambiente e direciona o olhar dentro do espaço. Em muitos projetos, os itens definidos atuam como ponto focal criando contraste, profundidade e conexão – inclusive com o lado afetivo dos moradores. Ainda segundo ela, o processo é fundamental para transformar um espaço impessoal em um lar acolhedor, pois expressa personalidade, aumenta o bem-estar e melhora o humor. “Não é adornar simplesmente. Preencher os vazios das faces de um cômodo melhora a acústica e a harmonia”. Inspirações Jardim vertical (Carlos Piratininga/Divulgação) Jardim vertical Trazer a natureza para dentro de casa é um dos pilares dos projetos de Cristiane Schiavoni. Dentro das opções da arquitetura biofílica, ela pontua que o jardim vertical faz matches interessantes quando associado a recursos como espelhos, luminárias e quadros. Além disso, o verde das plantas complementa ambientes de relaxamento com poltronas e sofás, sendo perfeito em ambientes de passagem e cômodos mais reservados, como um dormitório. “Gosto da vivacidade e da textura que esses jardins entregam nos locais onde estão presentes”, avalia. Decoração fluida (Rafael Renzo/Divulgação) Decoração fluída Para os moradores que não gostam de concentrar a decoração apenas em uma área da parede, a profissional propõe a aplicação de itens que preenchem a superfície enquanto formam um desenho, como arandelas ou cabeceiras, que conferem textura e luz. Boiseries (Rafael Renzo/Divulgação) Boiseries É improvável que algum dia ela perca a majestade: a boiserie é hors-concours quando a proposta é ornamentar as paredes e trazer texturas com os desenhos formados. Queridinha, é um clássico da elegância francesa que atravessou os séculos e se mantém firme no décor contemporâneo. Segundo Cristiane, essas molduras alongam o pé-direito, criam simetria, valorizam a iluminação e ocultam imperfeições na parede. obras de arte (Carlos Piratininga/Divulgação) Obras de arte Responsáveis por transformar ambientes monótonos em espaços personalizados, emocionais e sofisticados, as obras de arte integram a diversidade de recursos usados pela arquiteta. Mas devem ser fruto de alguns fatores, como as preferências e personalidades dos moradores e a valorização que entregam ao imóvel. “Muitas vezes a peça escolhida também é um investimento financeiro”, pondera a profissional. Ela diz que não há restrições para a arte, ainda mais quando ela traduz uma conexão mais afetiva do morador com o espaço. Iluminação (Rafael Renzo/Divulgação) Iluminação Pensado para trazer luz aos ambientes, na opinião da arquiteta, o recurso é versátil tanto por seu protagonismo, como por valorizar o décor existente. “A iluminação tem um papel importante na valorização do ambiente, pois além de conceder diferentes atmosferas também destaca revestimentos, obras de arte e outros elementos da composição”. Todavia, ela faz ressalvas sobre os cuidados com a iluminação, como a escolha da temperatura mais adequada ao ambiente (sem que misture a luz quente com a fria). Outra recomendação é evitar a colocação da fita de LED direto no forro de gesso e considerar o efeito que a luz provoca quando refletida na parede. Papel de parede (Carlos Piratininga/Divulgação) Papel de parede Os benefícios do papel de parede são unanimidade entre profissionais da área e moradores. Cristiane aponta que a rapidez na instalação, a versatilidade e a durabilidade, que varia entre sete e dez anos, são motivos fortes para recorrer ao material. “Sem contar que ele alcança personalizações de texturas, estampas e cores que a tinta não atinge”. Gallery wall (Rafael Renzo/Divulgação) Gallery wall Por último e, não menos importante, a composição de quadros, batizada como gallery wall, permite múltiplas formatações não apenas com o tamanho das peças, mas com o simbolismo e a importância que atribuem aos moradores.