O homem é naturalmente desbravador e competitivo. A chegada à Lua, em 20 de julho de 1969, foi um marco histórico tão importante quanto a passagem do explorador Cristóvão Colombo pelas Bahamas, na América, em 12 de outubro de 1492. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Ambos os acontecimentos significam a “descoberta” de um “novo mundo”. Tanto que uma das frases mais emblemáticas do século 20 foi dita por Neil Armstrong ao pisar na Lua, durante a missão Apollo 11, da Nasa. Ao vivenciar a experiência mais fantástica e inédita para si e para o mundo até então, o astronauta declarou: “Um pequeno passo para o homem, um grande salto para a humanidade”. Neste mês, o mundo voltou os seus olhos para a missão Artemis 2, da Nasa, quando quatro astronautas viajaram ao redor do lado oculto da Lua na nave espacial Orion, marcando a primeira vez que humanos fizeram isso desde o programa Apollo. O cinema, que funciona como um espelho do mundo, também interpretou o fascínio do homem pela Lua e pelo universo. São inúmeros filmes inspirados nessa busca por desvendar os mistérios do Cosmos, com roteiros riquíssimos — muitos abordam o espírito humano sob a ótica filosófica e antropológica e, é claro, tendo como base a Teoria da Relatividade de Albert Einstein sobre a conexão espaço-tempo. Não se trata apenas de desbravar, mas de encontrar as respostas às perguntas “de onde viemos?” e “por que estamos aqui?”. É a busca do sentido da vida. Um dos filmes mais relevantes sobre a jornada do homem pelo universo em busca de respostas sobre a própria existência é 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968), de Stanley Kubrick. É um título de ficção científica que não pode faltar na lista dos filmes para ver antes de morrer. Disponível na HBO Max. Outra produção nessa mesma temática é Interestelar (2014), de Christopher Nolan. Embora a missão da tripulação seja encontrar um novo planeta habitável para salvar a população da extinção da Terra, é a relação complexa e amorosa entre um pai e uma filha o sentido máximo desse enredo. O pai, o astronauta Joseph Cooper, é interpretado por Matthew McConaughey. Já a sua filha Murph foi retratada por Mackenzie Foy (infância), Jessica Chastain (adulta) e Ellen Burstyn (idosa). Interestelar é um dos títulos mais comoventes do gênero e está no catálogo da HBO Max. Em se tratando de missão à Lua, Apollo 13: Do Desastre ao Triunfo (1995), de Ron Howard, é baseado na história real de três astronautas que sobreviveram a uma explosão dentro da nave em 13 de abril de 1970. O objetivo da viagem era aterrissar em solo lunar, o que foi impossível após o acidente. Foi nessa jornada, conhecida como o fracasso mais bem-sucedido do programa espacial norte-americano, que o astronauta e líder da tripulação, Jim Lovell, disse: “Ok, Houston, nós tivemos um problema aqui”. No entanto, a versão mais conhecida da frase é a do filme. O ator Tom Hanks (Lovell) diz: “Houston, nós temos um problema”. Ainda no elenco principal, Bill Paxton, Kevin Bacon e Gary Sinise. Disponível na Netflix. Vale a pena conferir também O Primeiro Homem (2018), de Damien Chazelle, sobre Neil Armstrong (Ryan Gosling), que pode ser alugado nos serviços de streaming; Gravidade (2013), de Alfonso Cuarón, que retrata uma tripulação à deriva no espaço, com Sandra Bullock e George Clooney, na HBO Max; Estrelas Além do Tempo (2016), de Theodore Melfi, com Taraji P. Henson, Octavia Spencer, Janelle Monáe, na Disney+; Perdido em Marte (2015), de Ridley Scott, com Matt Damon, na Disney+; e Devoradores de Estrelas (2026), de Phil Lord e Christopher Miller, com Ryan Gosling, no cinema. Embarque nessa viagem à Lua e às estrelas você também. Boa maratona!