Foto ilustrativa (Freepik) São previstos 72 mil novos casos câncer de próstata neste ano! A campanha alerta sobre a necessidade de exames regulares, fundamentais para salvar vidas. Um exemplo claro disso é a história de Sebastião Donizetti Olímpio, de 62 anos, que, graças à detecção precoce da doença, está vivendo uma nova fase em sua vida. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Durante exames de rotina, realizados a convite de um colega, foi identificado um nível elevado de PSA (Antígeno Prostático Específico). Com esse resultado, foi solicitada uma biópsia, que confirmou o diagnóstico de câncer de próstata em estágio inicial. “Foi um susto enorme, mas eu sabia que era fundamental seguir com o tratamento o quanto antes”, relembra Sebastião. A cirurgia foi realizada há cerca de 15 dias pelo médico Fabio Atz, urologista e proprietário do Atz Day Hospital. O caso do Sebastião é um exemplo claro de como o diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença no tratamento do câncer de próstata. “Quando o PSA elevado foi detectado, pudemos agir rapidamente com a biópsia e confirmar a doença ainda no estágio inicial, o que aumentou muito as chances de sucesso. Por isso, insisto na importância dos exames de rotina, especialmente para homens a partir dos 50 anos, ou antes, se houver histórico familiar. Quanto mais cedo a doença é detectada, mais opções de tratamento eficazes podemos oferecer”, afirma Fabio Atz. Sebastião já está em recuperação e compartilha um importante conselho para outros homens: “Eu nunca imaginei que poderia passar por isso, mas, graças ao acompanhamento médico regular, descobri a doença a tempo. O medo de fazer exames não pode ser maior do que a vontade de viver.” A estimativa para a incidência de câncer de próstata no Brasil em 2024, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), é de aproximadamente 72 mil novos casos. O câncer de próstata é o tipo de tumor mais comum entre os homens, excluindo os casos de câncer de pele não melanoma. O tumor se desenvolve na glândula prostática, que está localizada abaixo da bexiga e à frente do reto. Geralmente, o câncer de próstata cresce lentamente e, na maioria dos casos, não causa sintomas nos estágios iniciais. A idade é o principal fator de risco para o desenvolvimento da doença. Homens a partir dos 50 anos, ou 45 anos para aqueles com histórico familiar, estão mais propensos. Outros fatores incluem obesidade, consumo excessivo de álcool, cigarro e sedentarismo. Na fase inicial, a doença é assintomática. No entanto, em estágios avançados, pode haver dificuldade para urinar, sangue na urina e sensação de não esvaziar a bexiga. Entre os exames de rastreamento estão o PSA (antígeno prostático específico), que avalia a dosagem desse marcador e o toque retal, em que o médico verifica o tamanho, forma e textura da próstata. Os tratamentos variam de acordo com o estágio da doença, que pode ser classificada como local, localmente avançado ou metastático. Dependendo da fase e da evolução da doença, podem ser utilizadas terapias únicas ou combinadas.