(Divulgação) A atriz Monique Alfradique mostra versatilidade em papéis distintos no teatro, tevê, streaming e cinema. Nascida em Niterói, além de atuar, também é apresentadora e produtora. Aqui, ela fala sobre sua experiência de mais de duas décadas no meio artístico Depois do teatro infantil, você foi Paquita. Recentemente, com o documentário sobre a Xuxa, voltaram muitas lembranças daquela época? Como era ser Paquita, uma rotina muito pesada? Ser paquita foi uma das melhores experiências, principalmente porque eu passei minha adolescência trabalhando em algo que me divertia muito. Foi onde eu tive a oportunidade de experienciar palco, luz, esse contato com o público mais perto, além das grandes amizades que conquistei e que são até hoje muito queridas por mim, principalmente a Xuxa. Você fez várias novelas, mas anda afastada dos folhetins. Algum motivo específico? Está dando chances para outros trabalhos ou não tem surgido convites? Na verdade, não tem tanto tempo assim, pois meu último personagem foi na novela das seis Elas por Elas, na Globo, que finalizei ano passado. Eu amo fazer novelas, elas são uma parte muito importante da minha trajetória e, por isso, sempre terei carinho por esse formato. Mas é claro que com as mudanças no audiovisual, com a entrada dos serviços de streaming, tenho tido a oportunidade de diversificar meus projetos, com novas possibilidades dentro do audiovisual. E tem sido normal um intervalo entre uma novela e outra, até para ter esse tempo para explorar. Você estrelou Bem-Vinda a Quixeramobim (2022), longa-metragem do Globoplay que venceu dois prêmios no Festival de Cinema em Miami (EUA) incluindo um de melhor atuação para o seu papel. Como foi fazer esse trabalho? Foi incrível! Amei interpretar a Aimée, uma influenciadora digital criada em uma redoma de vidro, muito materialista e ambiciosa que se humaniza ao longo dessa aventura, valorizando as relações humanas. Na preparação, passei dois meses de imersão que foram muito importantes para a construção da personagem, além de ter sido minha primeira vez no sertão cearense. Tudo isso com a direção do Halder Gomes, que é dinâmica, divertida e sagaz, características que vemos no filme. Você tem uma preferência entre gravar filmes, séries, novelas ou teatro? Cada formato tem um encanto especial e eu amo transitar entre eles. O teatro me dá aquela adrenalina do ao vivo e uma conexão direta com o público. O cinema permite uma imersão profunda nos personagens e tem um ritmo de gravação diferente, que eu adoro. As novelas têm um alcance gigante e uma dinâmica intensa, enquanto as séries trazem outros ritmos e narrativas. Não diria que tenho uma preferência, mas sim, escolho projetos que me desafiem e me façam crescer como artista, independentemente do formato. Aliás, o teatro é também um espaço em que você tem bastante experiência com muitas peças na carreira, incluindo um monólogo indicado ao Prêmio Humor, seu mais recente trabalho. Fala um pouco da experiência de fazer um monólogo? Sou apaixonada por teatro e sempre tive fascínio pela troca com o público que este formato oferece ao ator. Na época tive a oportunidade de assistir a Fernanda Torres em A Casa dos Budas Ditosos e Christiane Torloni em Joana D’Arc e me encantei com o desafio de estar só no palco tendo apenas o público como cúmplice, acho incrível essa troca. Além de atuar, fiz a produção executiva do projeto junto com outros parceiros e toda essa experiência me trouxe muitos aprendizados. A reação positiva do público, além dessa indicação ao Prêmio Humor, me deixou ainda mais feliz e realizada! Nas redes sociais, você mostra uma rotina bem regrada, de exercícios e alimentação saudável. Você é bastante focada. O que faz para manter o corpo saudável e como é sua rotina de exercícios? Sou bem focada e gosto de ser assim, é uma rotina natural para mim. Cuidar do meu corpo faz parte de um cuidado muito maior comigo mesma, que traz benefícios físicos e mentais, também. Além de uma alimentação equilibrada, faço treino de musculação e aeróbico, além da hot ioga, que é a ioga em uma sala aquecida que ajuda na queima de gordura, correção postural e equilíbrio mental. Acima de tudo, é preciso entender o seu corpo, tem que ver o que cai bem para você ser saudável e feliz. E eu me encontrei nesse lugar. Para 2025, o que está nos seus planos? Conta para a gente onde poderemos te ver atuar. Esse ano está cheio de novidades e desafios incríveis! Estarei em dois projetos como apresentadora, ainda não tenho datas, por isso, não consigo dar muitos detalhes, mas estou mega empolgada e feliz de poder ocupar esse lugar como apresentadora, e mais feliz ainda de poder contribuir com ambos os projetos também como coprodutora. Ter essa liberdade de criar e desenvolver conteúdos alinhados com a minha identidade artística é algo que me motiva muito. Nesse mês dedicado às mulheres, após movimentos como o MeToo, você, que está no ramo há duas décadas, acha que temos mais equidade de gênero no meio artístico? Acredito que avançamos, mas ainda há um caminho a percorrer. O movimento MeToo e tantas outras iniciativas trouxeram visibilidade para questões que antes eram ignoradas, e isso gerou mudanças importantes, como mais espaços para mulheres em posições de liderança, personagens femininas mais complexas e uma preocupação maior com a segurança nos bastidores. No meio artístico, precisamos continuar abrindo portas, incentivando as mulheres a ocupar cargos de direção, roteiro e produção, garantindo que nossas vozes sejam valorizadas. O importante é que a discussão está viva, e cada conquista nos aproxima de um cenário mais igualitário.