Mesas de desenhos, tamanhos e alturas diferentes dão modernidade (Guilherme Pucci/Divulgação) Muito mais do que um apoio para objetos decorativos, livros ou uma taça de vinho, a mesa de centro ajuda a organizar a sala de estar e pode até se tornar protagonista da decoração. Mas escolher o modelo ideal exige atenção não apenas ao estilo do ambiente, como também às dimensões, à circulação e aos hábitos dos moradores. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo o arquiteto Bruno Moraes, o formato faz toda a diferença. “A estética é sim importante, mas o formato precisa ser considerado com relação ao layout, às áreas de passagem e aos hábitos dos moradores”, explica. Em casas com crianças, por exemplo, modelos com cantos pontiagudos podem representar riscos, especialmente quando o espaço é reduzido. Entre as opções mais versáteis estão as mesas redondas, que facilitam a circulação e criam uma ligação visual entre sofás e poltronas. São especialmente interessantes quando os assentos estão distribuídos ao redor de um ponto central. O cuidado está na proporção: uma mesa grande demais compromete a passagem, enquanto uma muito pequena pode ficar desproporcional diante de um sofá generoso. O desenho orgânico dá leveza às linhas retas (Guilherme Pucci/Divulgação) As mesas ovais e orgânicas também conquistaram espaço nos projetos contemporâneos. Com curvas suaves e desenhos irregulares, ajudam a quebrar a rigidez de ambientes marcados por móveis e marcenaria de linhas retas. “Um design com essas características entrega movimento ao layout, desde que materiais, cores e escala façam sentido ao conjunto”, afirma Bruno. O clássico vidro com madeira tem textura e transparência (Guilherme Pucci/Divulgação) Já os modelos quadrados e retangulares, tradicionais na decoração, oferecem superfícies generosas para acomodar bandejas, livros e objetos. Funcionam especialmente bem em salas amplas e podem assumir diferentes estilos, desde peças robustas de madeira até versões delicadas de vidro, que conferem leveza visual ao ambiente. Outra tendência é combinar duas mesas de centro com tamanhos, formatos ou alturas diferentes. A composição cria movimento e amplia as possibilidades de apoio. Bruno recomenda que a mesa principal fique na altura do assento do sofá ou um pouco abaixo, enquanto a secundária pode ser mais alta, criando uma sobreposi-ção interessante. Em ambientes integrados, formatos orgânicos e de dimensões pensadas ajudam na decoração (Guilherme Pucci/Divulgação) Mas será que toda sala precisa de uma mesa de centro? Não necessariamente. Em ambientes estreitos ou compactos, o móvel pode atrapalhar mais do que ajudar. Nesses casos, mesas laterais são alternativas práticas, pois oferecem apoio sem comprometer a área de passagem. Na primeira foto, mesas de desenhos, tamanhos e alturas diferentes dão modernidade. No segundo ambiente, o desenho orgânico dá leveza às linhas retas. Na última, o clássico vidro com madeira tem textura e transparência (Guilherme Pucci/Divulgação) A circulação, aliás, é um dos pontos mais importantes do planejamento. Bruno considera 60 centímetros como referência para espaços compactos, embora recomende, sempre que possível, deixar entre 80 centímetros e 1 metro livres para passagem. No fim das contas, a melhor mesa de centro não é necessariamente a mais bonita ou a que está na moda, mas aquela que combina com a decoração sem comprometer o conforto e a funcionalidade da sala. Acerte na escolha Observe o espaço: a mesa deve ser proporcional ao sofá e às dimensões da sala, sem comprometer a circulação. Respeite as distâncias: o ideal é manter de 80 cm a 1 metro livres para passagem. Em ambientes compactos, 60 cm podem ser suficientes. Prefira curvas: mesas redondas, ovais ou orgânicas facilitam a circulação e evitam quinas, especialmente em casas com crianças. Atenção à altura: a mesa principal deve ficar alinhada ao assento do sofá ou um pouco abaixo, facilitando o uso. Combine modelos: duas mesas de tamanhos e altura diferentes criam movimento e oferecem mais pontos de apoio. Escolha os materiais: madeira traz aconchego, vidro confere leveza e acabamentos metálicos acrescentam um toque contemporâneo. Considere a rotina: se a sala for pequena ou estreita, uma mesa lateral pode ser mais funcional do que uma mesa de centro.