De Violeta a Celina, Malu Galli mostra seu talento em conferir autenticidade às suas personagens (Marcus Serra Lima/ Divulgação) Em breve, o público poderá ver os esperados embates de Celina e Odete Roitman, irmãs em Vale Tudo, donas de personalidades diferentes e que revelam os choques de valores familiares. Odete ainda não fez sua aparição, mas Celina já vem mostrando sua visão de mundo e o apoio aos sobrinhos na trama, com todo o talento e experiência da atriz Malu Galli, que dá vida à personagem, interpretada por Nathalia Timberg na primeira versão. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Aliás, tem sido possível ver Malu Galli bastante nas novelas ultimamente. Com Violeta, a atriz brilhou em Além da Ilusão em 2022 e, no começo deste ano, teve a chance de reinterpretar a personagem em Garota do Momento, sucesso das seis na TV Globo. Ao Domingo+, ela fala sobre a preparação para o remake. Interpretar Celina, um papel que foi de Nathalia Timberg na versão original de Vale Tudo, é uma grande responsabilidade. Como você se preparou e o que pretende trazer de novo? Nós fizemos leituras e exercícios na preparação. Fomos entendendo melhor as relações entre os Roitman, as cenas, as nuances dos personagens. Acho que trago para Celina um espírito mais atual, uma mulher que vive mais a própria vida, apesar de se dedicar muito aos sobrinhos. O embate entre Celina e Odete Roitman, agora vivida por Débora Bloch, promete ser um dos grandes destaques do remake. Como tem sido a dinâmica entre vocês em cena? Eu e Débora já trabalhamos muito juntas e temos intimidade. Isso ajuda a imprimir a relação das irmãs, que apesar de muito diferentes têm uma coisa meio simbiótica. Você já viveu personagens marcantes na TV, como Lídia em Amor de Mãe e Violeta em Além da Ilusão. Qual foi o maior desafio e a maior satisfação em cada uma dessas experiências? Lídia e Violeta são duas personagens maravilhosas. Com a Lídia eu tinha cenas muito dramáticas e também muito cômicas, coisa que eu adoro! O desafio era tratar o alcoolismo com a seriedade e responsabilidade devidas. A Violeta era uma heroína clássica, com todos os ingredientes do melodrama dos anos 1940. Foi maravilhoso. E também tinha a nuance da comédia romântica, foi muito bom. O desafio nela era também tratar de temas pesados como violência doméstica, esquizofrenia, feminicídio no horário das seis. Em Garota do Momento, sua personagem de Além da Ilusão fez uma participação especial. Como foi reviver esse papel e ver o impacto que a novela teve no público? Foi muito lindo voltar a fazer a Violeta dois anos depois! Saber que o sucesso da personagem a fez voltar é muito gratificante para uma atriz. E delicioso porque a personagem é um velho conhecido seu, é só abrir a gaveta que ela surge de novo, quase tem vida própria. Como sua experiência no teatro, que é enorme, influencia nos seus papéis na dramaturgia das telenovelas? Influencia muito! Eu seria outra atriz sem a minha vivência no teatro. O teatro te dá muita experiência, ferramentas, capacidade de improviso e adaptação, entendimento de dramaturgia, abertura para contracenação. O teatro é a melhor escola que um ator pode ter. Além da arte, sua vida pessoal também é conectada ao mundo criativo, já que você é casada com o artista plástico Afonso Tostes. Como essa troca artística influencia sua visão sobre atuação e composição de personagens? Nós trocamos muito mesmo, conversamos sobre os personagens, as cenas… O Afonso trabalha com teatro também, é cenógrafo, então sabe muito sobre tudo isso. E me conhece muito, a opinião dele é fundamental para mim. O Brasil mudou muito desde a primeira versão de Vale Tudo, mas a pergunta principal da novela continua atual: “vale tudo para vencer?”. Qual é a sua opinião sobre essa questão no contexto de hoje? Estávamos conversando sobre isso no set. Eu, Humberto (Carrão), Débora (Bloch), Maeve (Jinkings) e Lorena (Lima)… São tantas questões que devem ser levadas em consideração no Brasil de hoje! Claro que não vale tudo para vencer! E o que significa vencer para uma pessoa pode ser muito diferente do que vale para outra. A ambição de alguém que passa fome pode ser medida da mesma forma que a ambição de alguém que teve casa e estudo? Se essas duas pessoas acham um saco de dinheiro e não devolvem, vamos julgá-las da mesma forma? A ética é flexível? Honestidade é um conceito impermeável? Ficamos divagando sobre estes temas ontem no set… Mas passar por cima dos outros, acho condenável em qualquer situação. Depois de Vale Tudo, há algum outro projeto que você já pode compartilhar? Algum desejo de voltar aos palcos ou explorar novos formatos? Estou desenvolvendo um projeto de teatro para 2026 e também um show. Mas tudo ainda embrionário. Vou lançar no fim do ano Querido Mundo, filme de Miguel Falabella que fiz com Eduardo Moscovis.