“Reforçar minhas origens é importante em um país onde a miscigenação é uma riqueza”, diz a atriz e comunicadora Júlia Yamaguchi (Divulgação) Nascida na Zona Leste de São Paulo, em uma família de mãe japonesa e pai português, a atriz e comunicadora Júlia Yamaguchi, de 32 anos, faz parte da nova geração de atores mas já com uma boa bagagem no currículo. Está em Sintonia, que acaba de estrear a última temporada na Netflix, com expectativa de ser a mais assistida da série. “Foi uma sensação incrível quando passei no teste para a série, mesmo que na época fosse ainda uma personagem pequena eu entendia o peso que ela tinha para a história e a cada temporada fomos crescendo, juntas”. Júlia também participou, no último mês de janeiro, da Encenação da Fundação da Vila de São Vicente, como Ana Pimentel. “Me apaixonei pelo povo vicentino”, contou. Pode ser vista também nas séries Rotas de Ódio e Unidade Básica, da Globoplay. Isso sem contar que faz sucesso nas redes sociais com dicas de lifestyle. Qual a expectativa para a estreia da quinta temporada de Sintonia e o que podemos esperar de sua personagem? A expectativa para essa quinta temporada é que seja a mais assistida, não só por ser a última, mas pelo enredo, pela produção e pela maturidade dos atores. Diferentemente da quarta temporada, nesta veremos uma Scheyla mais forte como mãe, esposa e reerguida profissionalmente, agora como Nail Designer em seu salão! Você é formada em Relações Públicas pela Unesp e, além de atriz, gosta de esportes e explora bastante suas redes sociais com dicas de lifestyle. Há uma vertente que você gosta mais ou o ideal é conseguir unir tudo? Minha formação em comunicação me ajuda a entender como as mensagens estão sendo transmitidas, além de reforçar o cuidado e a responsabilidade que tenho ao me posicionar sobre temas que influenciam meu público. Quanto aos esportes, ser ator é ser um atleta do coração! Atuamos com o corpo todo, e o exercício físico é fundamental para manter minha mente e meu corpo preparados para os desafios da profissão. Como foi a experiência de viver Anna Pimentel na encenação da Fundação da Vila de São Vicente? Como surgiu o convite? Fazer parte desse espetáculo como atriz convidada foi uma grande honra e aprendizado. O verdadeiro coração da encenação são os mais de 450 atores voluntários—crianças, jovens e idosos—com um senso de coletividade e comprometimento incríveis! Este foi meu segundo ano consecutivo e posso dizer que me apaixonei pelo povo vicentino. Foi uma experiência alegre, acolhedora e extremamente realizadora. Você é filha de mãe japonesa, pai português e nasceu na Zona Leste de São Paulo—bem a essência dessa mistura que é o Brasil. Você sente que ainda há algum preconceito no audiovisual, especialmente em relação à ascendência oriental? Nunca interpretei uma personagem especificamente oriental, talvez por ter traços ocidentais também. Já me disseram que pareço de tudo! Vejo pouquíssimas pessoas orientais no mercado audiovisual, mas faço questão de carregar meu sobrenome Yamaguchi como nome artístico. Acredito que reforçar minhas origens é importante em um país onde a miscigenação é uma das nossas maiores riquezas. Quais são seus projetos para este ano, além de Sintonia? No momento, estou muito focada no presente. Estou feliz e dedicada à estreia da quinta e última temporada de Sintonia. Mas, sim, já tenho alguns projetos incríveis para o primeiro semestre deste ano, que em breve poderei compartilhar!