Julia Gorman dá vida à cantora Carmen Fonseca em A Nobreza do Amor, novela das seis da Globo (Elsa Maciel/Divulgação) Para Julia Gorman, não existe espaço para o tédio na profissão de atriz. Depois de interpretar todas as ex-namoradas de Fábio Porchat em Meu Passado Me Condena, a atriz vive uma fase de grande diversidade de personagens. Em Emergência 53, do Globoplay, interpreta Daisy, uma profissional do sexo que passa por uma situação de violência. Já em A Nobreza do Amor, novela das seis da Globo, dá vida à cantora Carmen Fonseca, que se envolve com Adônis (Gabriel Fuentes). No teatro, ela encara ainda um desafio especial: interpretar Rita Lee em Ritinha Rock & Roll – Rita Lee para Crianças, espetáculo em cartaz até hoje no Rio de Janeiro. Personagens tão diferentes que, segundo Julia, funcionam como uma espécie de “chave” que se liga e desliga a cada novo trabalho. Entre a televisão, o streaming e o palco, a atriz comemora a possibilidade de transitar por universos tão distintos e encara cada experiência como uma nova descoberta. Nesta entrevista ao domingo+, ela fala sobre a construção de Daisy, o trabalho com a coordenadora de intimidade, a experiência de interpretar uma cantora e a responsabilidade de levar Rita Lee para uma nova geração. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Daisy, da série Emergência 53, vive uma situação de violência. Qual foi o maior desafio na construção da personagem? O maior desafio foi humanizar essa mulher para que ele não fosse apenas objeto de uma situação de violência e pudesse ser sujeito também. Você participou de um ensaio com a coordenadora de intimidade Roberta Serrado para as cenas mais fortes. Como esse processo ajudou na preparação? Ensaiar com uma coordenadora de intimidade foi ótimo pra combinar as coisas, falar sobre consentimento. Muito importante essa função no set. Muitas vezes o improviso pode trazer constrangimento se não é cuidado como deveria. A série aborda a violência contra a mulher e a realidade de personagens marginalizadas. O que você espera provocar no público com a história de Daisy? Espero que o público não julgue a Daisy pela sua profissão. Que tenha empatia por mulheres como ela sempre. Por todas as mulheres e suas lutas diárias. Em A Nobreza do Amor, você interpreta a cantora Carmen Fonseca. Como foi buscar inspiração em grandes vozes brasileiras para construir a personagem da novela das seis? Uma delícia. Brinquei que era o primeiro trabalho na Globo que eu estava de fato no meu “lugar de fala”, de cantora. Então acho que isso me trouxe um conforto que me ajudou a criar a personagem. Você está interpretando personagens muito diferentes em trabalhos próximos: Daisy, Carmen e Rita Lee. Como é transitar entre universos tão distintos e se desligar de uma personagem para entrar em outra? Eu amo quando trabalhos tão diferentes acontecem simultaneamente. É como ligar e desligar uma chave mesmo. Cada um deles tem um universo totalmente diferente, uma linguagem quase oposta. Me sentia uma criança no parquinho brincando. No teatro, você vive Rita Lee em Ritinha Rock & Roll – Rita Lee para Crianças. O que significa apresentar a artista para uma nova geração? Uma honra e uma responsabilidade. Rita Lee foi uma grande inspiração pra mim enquanto crescia. Não só pela música, mas pelo humor, pela atitude rock’n’roll. Poder viver uma fábula da Ritinha Lee na escola, pregando autenticidade e liberdade me faz muito feliz! Seu interesse pela atuação começou na infância. Depois de tantos personagens, o que ainda te encanta na profissão de atriz? Cada personagem é como um livro novo, uma comida diferente que você prova, um país desconhecido a se visitar… Eu amo a minha profissão porque um trabalho nunca é igual ao outro. Não existe lugar para o tédio.