Jaffar Bambirra, de 26 anos, é ator, músico, estudante de cinema e vem se consolidando como um talento versátil (Isa Moricone/ Divulgação) Jaffar Bambirra, de 26 anos, é ator, músico e estudante de cinema e vem se consolidando como um talento versátil no cenário artístico brasileiro. Passou por grandes produções e, recentemente, se destacou na série A Vida Pela Frente, no Globoplay. Atualmente, está no ar na novela das 21h, Mania de Você, dando vida a Iberê. Em 2025, Jaffar amplia sua trajetória com a estreia de Dias Perfeitos, thriller baseado no best seller homônimo em que interpreta o protagonista Téo, um estudante de medicina com traços de psicopatia. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Formado em interpretação pela Escola de Atores Wolf Maya, Jaffar deu vida ao seu primeiro papel em 2017 como o romântico jovem artista Márcio na novela Pega Pega, da TV Globo. Desde então, sua trajetória na emissora inclui papeis de destaque, como Leonardo em O Sétimo Guardião (2019) e o músico Murillo em Quanto Mais Vida Melhor. Nesta última, ele não só atuou, mas também inseriu sua marca musical ao incluir a canção autoral Quando fui seu par na trilha sonora da novela, em uma experiência que sintetizou o melhor dos dois mundos – atuação e música. A faixa faz parte de seu primeiro disco, O Menino Que Nunca Amou, que acumula mais de 1,6 milhão de plays no Spotify. Você está em um momento de bastante trabalho, como Iberê em Mania de Você, um personagem com uma personalidade cheia de camadas. Como foi a preparação, e como tem sido trabalhar com o elenco e com o texto de João Emanuel Carneiro? O Iberê, para mim, desde que li o texto do João, era um personagem cheio de dubiedades. Ele faz o que faz por conta de sua ambição, mas também é um cara solitário e carente. A gente vê isso nas relações com o Mavi e com a Moema. E o mais legal da construção é que ela é sempre viva, né? Muitas das coisas que o Iberê foi se tornando vêm do que a gente fez em cena, da troca com o Chay, das brincadeiras em cena, na relação com a Ana e na construção dessa relação conturbada entre os dois. Tem sido um prazer estar com outros atores que admiro e com quem tenho trocas muito enriquecedoras. No streaming, também podemos te assistir em várias séries. Qual é a diferença entre os papéis e a repercussão de séries e de novelas? Cada papel é uma nova sensação, uma nova exploração de onde a gente pode ir, tanto em novela quanto em séries ou filmes. Sinto que cada personagem, desde as outras novelas que fiz até o Cadé de A Vida Pela Frente, me fez chegar até o Iberê. A gente descobre algo novo a cada trabalho, e esse é um grande prazer do nosso ofício. Mas claro que a grande diferença é que a novela é uma obra viva, aberta, e o retorno do público é imediato. Isso é uma experiência única, desafiadora, mas também muito gratificante. Logo você estará na esperada adaptação do best-seller Dias Perfeitos, onde interpreta o Téo, um estudante de medicina introvertido que se revela um psicopata. É um papel e tanto. Qual a expectativa? Você já gravou a adaptação? A expectativa é gigante. O livro do Raphael Montes foi um grande sucesso, e vejo sempre os fãs ansiosos para saber como ficou a adaptação. Foi uma experiência e tanto viver esse personagem. Foram meses intensos, mas de muita parceria entre toda a equipe e muito cuidado para contar essa história. Sua mãe, Nadia Bambirra, foi uma grande diretora e também professora de atuação. Você teve aulas com ela? Como é esse legado? O legado que ela deixa para mim está no meu trabalho. Se sou o ator que sou hoje, é por ela, e o ator que serei amanhã também será uma continuidade desse legado. Além de atuar, você também é músico e, no longa Estação do Rock, interpretou um integrante de boyband. Em Quanto Mais Vida Melhor, inseriu uma música sua na trilha sonora da novela. Pretende investir mais na carreira de cantor? Sim. A música esteve presente em vários dos personagens que fiz, como o Murilo e o Cadé. Eu amo fazer música. Foi o que me levou a fazer arte. Escrevi algumas canções para personagens, como em A Vida Pela Frente e em Pega Pega. Eu nunca deixei de estar conectado com o meu lado musical. Em 2021, lancei meu primeiro álbum, O Menino que Nunca Amou, e agora estou produzindo algumas canções novas. Quem sabe não vem um segundo disco por aí? Quais são os planos? Com o ano terminando, o foco agora é no Iberê e no desenrolar da novela. Ainda tem muita coisa pela frente.