Home office que parece sala, mas tem ergonomia; se o espaço for pequeno, uma bancada bem iluminada é o ideal; até mesmo a varanda pode ser um bom local para o trabalho (Rafael Renzo e Kadu Lopes/Divulgação) Durante muito tempo, o home office foi sinônimo de improviso: uma mesa na sala, um notebook apoiado na bancada da cozinha ou uma escrivaninha antiga resgatada do quarto de visitas. Essa realidade mudou. Com a consolidação do trabalho remoto e do modelo híbrido, o escritório em casa passou a demandar planejamento, conforto e personalidade. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “A função do home office passou a ser pensada como qualquer outro ambiente da casa e sua concepção é resultado de uma marcenaria personalizada, iluminação estratégica, conforto e, claro, sinergia visual com o restante do projeto”, explica Ana Rozenblit. (Rafael Renzo e Kadu Lopes/Divulgação) Para ela, mesmo em apartamentos compactos é possível desenvolver ideias inteligentes para tornar esse espaço funcional sem abrir mão da estética. “O importante é respeitar a rotina do morador. O home office precisa estar alinhado com o estilo de vida e com os demais usos da casa”. (Rafael Renzo e Kadu Lopes/Divulgação) Espaço exclusivo para o trabalho Para quem trabalha integralmente de casa ou divide o escritório com o cônjuge, a arquiteta recomenda investir em ambientes mais robustos. Nesses casos, vale apostar em infraestrutura completa: bancada na altura correta, cadeiras ergonômicas, armários bem distribuídos e até uma área voltada para reuniões presenciais ou virtuais. Integrado O fato de não haver um cômodo exclusivo para o escritório não é problema. O home office convive bem com a integração e pode ser configurado na lateral de uma sala de TV, em uma parede do dormitório, na varanda ou até mesmo em um corredor. Para a arquiteta, essa incorporação proporciona fluidez estética e reforça a funcionalidade. Estilo e função Para cada perfil de morador, existe uma criação única que combina as características da arquitetura de interiores com as demandas do dia a dia. Em alguns casos, o escritório também pode funcionar como penteadeira, estante, biblioteca ou espaço de estudos para os filhos. A escolha dos materiais, a ergonomia da cadeira e a iluminação são primordiais. “O que antes era pensado com urgência e com um caráter alternativo, hoje carrega um olhar minucioso. O home office precisa ser bonito, confortável e, acima de tudo, prático para o dia a dia”, diz Ana. Espaço é pequeno Soluções compactas, como bancadas multifuncionais e nichos para organização, entregam o mesmo nível de funcionalidade. “A marcenaria sob medida é uma grande aliada nesse cenário. Aproveitar cada centímetro faz toda a diferença na rotina”. Toques finais de personalidade O home office também é extensão do jeito de ser do morador. Vale investir em elementos que tragam conforto visual, como plantas, quadros, objetos afetivos e luminárias bem escolhidas. Segundo a arquiteta Ana Rozenblit, o ambiente se tornou essencial para os clientes, tão importante quanto um dormitório ou uma cozinha. 5 pontos que não podem faltar 1 - Iluminação adequada: de preferência com luz natural, complementada por luminárias direcionadas como spots ou modelos de mesa. 2 - Ergonomia em primeiro lugar: a altura correta para cadeira e bancada garante conforto e previne dores no corpo. 3 - Organização inteligente: gaveteiros, nichos e estantes evitam o acúmulo de itens sobre a mesa. 4 - Tomadas bem posicionadas: prever corretamente os pontos de energia e internet elimina extensões improvisadas e fios aparentes. 5 - Toque pessoal: plantas, quadros, objetos de viagem ou lembranças afetivas tornam o ambiente mais inspirador e menos impessoal.