<p data-end="348" data-start="101">Um evento em São Paulo destacou na última semana a importância de diagnosticar e tratar a Síndrome do Intestino Irritável (SII), distúrbio crônico que afeta 17% da população brasileira — aproximadamente 36 milhões de pessoas, a maioria mulheres.</p> <p data-end="620" data-start="350">A campanha <em data-end="375" data-start="361">Pode Ser SII</em>, realizada pelo Instituto Inception e pela Apsen, em parceria com o Núcleo de Avaliação Funcional do Aparelho Digestivo (Nafad), mostrou que 53% dos pacientes apresentam sintomas moderados a graves, mas apenas 4,6% têm diagnóstico confirmado.</p> <p data-end="973" data-start="622">O estudo também revelou que o diagnóstico pode levar até 14 meses, sendo feito na maioria das vezes pelo gastroenterologista. Entre os pacientes, 80% são mulheres, e 40% consultam até dois especialistas antes da confirmação. Quase metade já precisou se afastar do trabalho devido aos sintomas, mostrando o impacto da doença na rotina e no bem-estar.</p> <p data-end="1215" data-start="975">“É importante prestar atenção naquela dor abdominal que ocorre pelo menos uma vez por semana, por no mínimo três meses, geralmente se mantendo por até seis meses”, explica Fábio Teixeira, médico gastroenterologista e coordenador do Nafad.</p> <p data-end="1595" data-start="1217">“Esse incômodo pode variar em intensidade e, frequentemente, se relaciona com alterações no ritmo intestinal. Pode melhorar ou piorar com a evacuação e, em alguns casos, vem acompanhado de distensão abdominal e sensação de evacuação incompleta. Muitas vezes, o quadro também se conecta ao lado emocional do paciente, associado a sinais de ansiedade ou depressão”, complementa.</p> <p data-end="1820" data-start="1597">Os sintomas mais comuns incluem dores abdominais, diarreia, prisão de ventre e gases, podendo ainda surgir distensão abdominal, sensação de evacuação incompleta e urgência para evacuar. O diagnóstico geralmente é clínico.</p> <p data-end="2235" data-start="1822">O tratamento deve ser individualizado, considerando intensidade dos sintomas, hábitos alimentares e fatores psicossociais. Medicações que relaxam os músculos intestinais, probióticos, hidratação adequada e práticas que auxiliam na regularidade intestinal aliviam os incômodos. “Independentemente da SII, se você costuma ter dores abdominais é importante ficar atento a alguns sinais de alerta no seu dia a dia”.</p> <p data-end="2602" data-start="2237">Mudanças no padrão das evacuações — por exemplo, passar de constipação para diarreia ou vice-versa —, presença de sangue nas fezes, perda de peso inexplicável, anemia persistente ou a percepção de uma massa abdominal são motivos para procurar um médico. “A colonoscopia é fundamental, pois pode salvar vidas e prevenir o câncer intestinal”, alerta Fábio Teixeira.</p> <p data-end="2776" data-start="2604">Além dos sintomas físicos, 56% dos pacientes apresentam ansiedade e 32% têm depressão, reforçando a necessidade de abordar a SII também sob a perspectiva da saúde mental.</p> <p data-end="3154" data-start="2778">A campanha <em data-end="2803" data-start="2789">Pode Ser SII</em> busca aumentar o conhecimento sobre a doença, estimulando a identificação precoce dos sinais e o encaminhamento adequado ao especialista. Um teste rápido e gratuito, disponível no site podesersii.com.br, ajuda os pacientes a entenderem se seus sintomas podem indicar a necessidade de avaliação médica, promovendo mais qualidade de vida e bem-estar.</p>