[[legacy_image_314486]] A diástese ocorre quando a distância entre os dois músculos do abdômen ultrapassa cerca de dois centímetros. Esse deslocamento acontece geralmente após a gravidez. Mas, algumas outras situações podem levar ao aparecimento do problema. Segundo o cirurgião plástico Otávio Queiroz, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, até mesmo a prática de exercícios inadequados pode causá-la. “Atividades que colocam pressão excessiva sobre o abdômen, como levantamento de peso ou alguns exercícios abdominais, podem ser fatores desencadeantes”. O mais comum, de acordo com o especialista, é que ela apareça durante a gravidez, já que o útero aumentado pressiona a parede abdominal, que acaba levando à separação muscular. A obesidade também é um fator que pode levar à diástase. “O aumento excessivo de peso pode esticar e enfraquecer a musculatura abdominal, assim como o envelhecimento. Com o passar dos anos, os músculos também tendem a perder força e elasticidade, podendo facilitar o surgimento da diástase”, explica Otávio Queiroz, que atua em Santos e São Paulo. Ele ainda alerta que determinadas cirurgias abdominais acabam afetando a integridade da musculatura. Tanto homens quanto mulheres podem ser atingidos. O tratamento não envolve apenas cirurgia. “Exercícios focados na força do core (conjunto de musculatura que fica na região central do corpo) e na reabilitação dos músculos abdominais, geralmente orientados por um fisioterapeuta, costumam ter efeito bem positivo. Assim como uso de cintas ou faixas, que vão ajudar a manter os músculos no lugar enquanto se fortalecem”. O cirurgião plástico Otávio Queiroz também fala sobre a ajuda de técnicas posturais e de respiração. “Elas podem, sim, ajudar a reduzir a pressão sobre a musculatura”. Isso sem contar com mudanças no estilo de vida, que incluem dieta e exercícios para o controle do peso. Quando a diástase é severa ou não responde aos tratamentos conservadores, a cirurgia pode ser um recurso. “Temos a abdominoplastia, que remove o excesso de pele e de gordura e é capaz de restaurar os músculos enfraquecidos ou separados, a laparoscopia, que é um procedimento minimamente invasivo e pode ser usado para corrigir a diástase, e a cirurgia robótica, que é também é um procedimento minimamente invasivo, realizado com a ajuda de um sistema robótico. O cirurgião controla os braços robóticos por meio de um computador, realizando movimentos bem mais precisos do que os instrumentos cirúrgicos. O sistema fornece uma visão 3D da cirurgia”. Ele destaca que a cirurgia robótica tem precisão aumentada, já que o cirurgião pode realizar suturas minuciosas nos músculos abdominais, o que é crucial para a correção eficaz da diástase. Além disso, a recuperação é mais rápida. “Por ser minimamente invasiva, resulta em menor dor pós-operatória, menos complicações e um período de recuperação mais curto quando comparado com a cirurgia aberta”. E tem mais: “os instrumentos cirúrgicos robóticos são inseridos através de pequenas incisões, o que minimiza o tamanho das cicatrizes deixadas pelo procedimento. Ou seja, menos cicatriz e menor risco de complicações, já que a precisão e o controle aumentados durante a cirurgia robótica minimizam os riscos de infecção e sangramento”. Mulheres que já tiveram diástase na primeira gravidez têm mais risco de desenvolver o problema nas gestações futuras. O problema, além de causar deformidades estéticas, pode provocar alterações gastrointestinais, incontinência urinária e até dores nas costas. Sintomas:Saliência no abdômen, acima ou abaixo do umbigo, especialmente ao levantar algum peso, agachar ou tossir; Flacidez excessiva na barriga; Fraqueza abdominal; Dor lombar, na pelve ou no quadril;Incontinência urinária durante o esforço, como ao tossir ou espirrar.