Roberta contabiliza 21 músicas em trilhas de novelas (Divulgação) No novo disco, você compôs todas as músicas, algumas em parceria, mas a maioria sozinha. Como diz o título de uma das canções, de peito aberto. É disso que se trata, um disco bem intimista? Exatamente. É um disco intimista, onde falo de mim, do meu íntimo, das minhas dores, meus fantasmas e da força que carrego para seguir e melhorar a cada dia. Eu sempre fui muito reservada, então amadureci todas as ideias das canções, até me sentir pronta para abrir o peito. O álbum tem oito canções, todas de minha autoria, sendo duas em parceria: Coisas de Viver, com Paulo Novaes, e Escapulário, com Danilo Oliveira. Como é seu processo de criação? Demora muito ou é algo que surge, como uma inspiração? Depende. Há canções que nascem de uma forma mais fluida, com menos tempo. Outras eu preciso amadurecer mais aqui dentro. Desse álbum, várias eu compus em um dia, porque eu já tinha pensado muito no que queria escrever e a melodia veio no momento que senti que era a hora da canção nascer. Outras eu comecei e levei mais tempo para terminar. Porém, todas ficaram prontas em maio de 2024. Exceto Escapulário, que fiz junto com Danilo no ano de 2016. É uma música que fez sentido para eu gravar agora, tem a cara do disco. Quando a fizemos, era uma canção de despedida, onde desejávamos as melhores coisas para outra pessoa. Um dia, ouvindo minhas antigas canções, me deparei com Escapulário e ao ouvi-la percebi que essa música fiz para mim mesma. “E cada passo em vão será em direção ao lar”. Nós sempre estamos para dentro da gente. Tem a exceção de Gérbera, que fiz bem rápido já durante a gravação do disco, em julho de 2024. Um certo dia cheguei do estúdio, peguei o violão e fiz a música. Na mesma hora, mandei ao produtor para gravarmos no dia seguinte. A pandemia influenciou nesse processo de olhar mais para dentro? Pode ser que tenha influenciado, pois nesse período tive muito esse tempo. O silêncio te convida a isso. Às vezes, precisamos ficar mais sozinhos para olhar para dentro, para ouvir sua voz interior. Para mim, foi muito interessante e acelerou muito o meu processo terapêutico, que acredito ser o que mais reverberou nas minhas canções. Pretende fazer shows desse novo disco e emendar turnês pelo País? Com certeza! Já tenho várias datas confirmadas! Em Belém, em Manaus, onde me apresentarei pela primeira vez. Várias cidades do Nordeste, do Sul. Vou agora para Minas Gerais e também farei show esse ano em Cabo Verde, na África, além de Portugal e Espanha. Você tem muitas músicas tema de novela. Acha que essa escolha e essa identificação com personagens ocorrem pelo fato de sua música falar muito de sentimento? Hoje tenho 21 músicas em trilhas de novelas. Acho que a minha música é muito direta, além de ter uma grande carga sentimental. É uma música imagética, isso ajuda muito a ligar minha canção a uma imagem.