[[legacy_image_357891]] Mãe, atriz, ativista, mulher... A ordem não importa, porque a soma de todas essas partes forma a paranaense Dayenne Proença Mesquita, ou Day Mesquita, como ficou conhecida em seus papéis na TV, cinema, teatro e no streaming. Agora, ela pode ser vista novamente em Cheias de Charme, novela que é reprisada nas tardes da TV Globo, e também em séries como o Negócio, no Globoplay, e How To Be Carioca?, no Star+. Para este ano, já está em dois projetos para o streaming, além de se dedicar à maternidade — seu filho Dom tem 1 ano e, como ela nos conta, abriu “um mundo novo” na sua vida. O streaming aumentou as oportunidades para os atores. Como você vê esse momento?O streaming vem crescendo e aumentando oportunidades de trabalhos não só para atores, mas para a equipe de profissionais como um todo, e é maravilhoso termos uma vertente a mais no audiovisual movimentando o mercado. E, além disso, o streaming também expandiu as oportunidades nesse mercado pelo mundo. Hoje, mais do que em qualquer outro momento, podemos ver atores do mundo todo fazendo produções estrangeiras e acredito que a tendência é que isso se expanda cada vez mais. Agora, você volta ao ar em Cheias de Charme e também está em vários trabalhos nas plataformas digitais, incluindo novelas antigas no Globoplay. Você assiste a esses seus trabalhos mais antigos? Gosta de revê-los?Nas plataformas de streaming não consigo ver tanto esses trabalhos antigos, mas na TV aberta, quando está reprisando algum trabalho, por vezes eu paro para assistir sim. Rever um trabalho que tem 5, 10, 15 anos, para mim, é uma viagem ao tempo. Assisto a algumas cenas e até penso: “Caramba! Nem lembrava dessa cena!”. Ao mesmo tempo, revisito não só o resultado final da cena mas o dia em que a gravei, e o todo também, como a equipe, os bastidores, o momento de vida daquela fase das gravações, daquele trabalho… Bate sim uma nostalgiazinha boa. Você também é mãe do pequeno Dom. Como tem sido a experiência da maternidade? Mudou muita coisa na sua vida?A maternidade é a experiência mais intensa e enriquecedora que já tive na vida. Um mundo novo se abre desde o momento da descoberta da gestação, que vai de dúvidas, receios e medos a alegrias, desafios, emoção e um amor inexplicável que eu só conheci depois que ele chegou na minha vida. Eu não sabia o quão especial seria a maternidade na minha jornada e hoje não consigo imaginar como seria se não estivesse vivenciando-a. Estou amando muito todo o aprendizado e acompanhar o dia a dia do crescimento e desenvolvimento dele tem sido especial demais! E como tem sido unir a maternidade à profissão? Cada projeto acaba tendo uma demanda diferente e felizmente tenho uma rede de apoio que posso contar para os cuidados do Dom enquanto estou trabalhando. Como meu trabalho não tem uma rotina específica, vou me adequando dia a dia. E quando estou com meu filho, busco aproveitar ao máximo e ter o maior tempo possível de qualidade juntinho dele. Além de atriz, você também é uma ativista. Como enxerga o poder da arte nas transformações sociais? A arte para mim é um agente transformador muito potente, que nos permite ampliar horizontes, conhecer o novo e também a ressignificar o que já nos é conhecido. Acredito que usar a arte em busca de transformações é também uma responsabilidade social necessária para nós enquanto artistas. Busco usar a arte e também a minha voz nas causas e movimentos que eu acredito. Quais são os projetos para este ano?Tem duas séries que já foram gravadas que estão sendo negociadas para o streaming. Uma delas se chama Caminhos, na qual interpreto a Mariana, personagem que sofre de transtornos psicológicos e busca ajuda por meio de sessões de psicanálises. A outra se chama Tudo de Bom, série ambientada nos anos 1980, na qual interpreto a ex-vedete Simone, que inicia a trama em busca do divórcio do protagonista Tony, um compositor que está vivendo um bloqueio criativo.