(Ana Paula Lopes/divulgação) Com o avanço da tecnologia e a sobrecarga da rotina, atividades que propõem uma pausa nas telas e valorizam a convivência vêm ganhando espaço na Baixada Santista. Em especial entre os mais jovens, cresce a busca por experiências que permitam desacelerar, estimular a criatividade e fortalecer conexões humanas. A tendência aparece em diferentes formatos na região, de encontros com pintura, colagem e jogos a experiências que combinam arte, gastronomia e natureza. No Hideout Fizz, na cobertura do Comfort Hotel, na Ponta da Praia, em Santos, o Clube Offline promove encontros semanais às quartas-feiras com atividades analógicas, como pintura, escrita criativa, colagem e jogos. A proposta é estimular a convivência, a criatividade e o aprendizado longe das telas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Encontros sem telas “Existe uma demanda crescente por encontros mais genuínos, nos quais as pessoas possam trocar, criar e estar presentes de verdade, sem a mediação das telas”, explica Aline Araújo, sócia do Hideout. Entre as atividades do projeto está uma degustação guiada de vinhos não convencionais acompanhada de pintura em taças, em uma experiência que une criatividade e convivência. Pintura de taças do Clube Offline unn das atividades preferidas das participantes (Ana Paula Lopes/Divulgação) Arte à mesa Na Rua Almeida de Moraes, na Vila Mathias, em Santos, a Gê Galeria aposta em workshops que combinam experiências sensoriais, arte e gastronomia. No Gê com Vinho, os participantes pintam copos ou taças enquanto degustam vinhos e petiscos. “É um momento de pausa na rotina que valoriza o fazer manual como forma de expressão e relaxamento, o que ajuda a reduzir a ansiedade causada pela rotina exaustiva”, afirma o curador Felipe Landahl. Café, jogos e companhia Também na Rua Almeida de Moraes, o Cafeína, junto com o Vinagre Vinhos, promove tardes de jogos de tabuleiro em parceria com a Coala Games. A atividade propõe uma programação em torno do café, da diversão com jogos e da interação entre os participantes, em vez da relação constante com os celulares. Festas para viver A proposta de desconexão também chegou aos eventos sociais e corporativos. No bufê A Festa no Jardim, na Avenida Washington Luís, no Boqueirão, em Santos, atividades manuais, como pintura de xícaras, integram os pacotes oferecidos para diferentes ocasiões. O espaço kids segue a mesma proposta, com atividades 100% analógicas que estimulam a criatividade e a imaginação. “Criamos um espaço onde não é só sobre festa, é sobre viver o momento e transformá-lo em memórias, não apenas registros. A Festa no Jardim foi pensado para quem busca um significado real, uma experiência que faça sentido”, destacam Lívia e Acácia, fundadoras do espaço. Segundo elas, havia uma demanda por celebrações que aproximassem as pessoas e valorizassem experiências compartilhadas. Criatividade como conexão Outra iniciativa que aposta no fazer manual é o Clube das Garotas Criativas. Criado para mulheres de diferentes idades, o projeto promove oficinas em um ambiente acolhedor, no qual as participantes podem aprender técnicas, experimentar materiais e, principalmente, conhecer outras pessoas e compartilhar experiências. Mais do que ensinar uma nova habilidade, as oficinas são pensadas como momentos de pausa e descoberta. “Ao longo dos encontros, muitas mulheres relatam se sentir mais relaxadas e até surpresas com aquilo que são capazes de produzir. Aqui elas encontram um espaço sem julgamentos, que respeita as particularidades de cada uma e valoriza tanto o processo criativo quanto as conexões que surgem durante a experiência”, resume a criadora do clube, Carol Faccioli.