(Adobe Stock) Você já deve ter ouvido que as cortinas “vestem as paredes”. A metáfora é antiga, mas continua atual. Desde os tempos mais remotos, esses elementos acompanham a arquitetura das casas, oferecendo proteção, privacidade e, claro, estilo. Engana-se quem pensa que são apenas acessórios. Hoje, elas exercem papel central nos projetos de interiores, ajudando a compor, suavizar e até transformar os ambientes. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A arquiteta Natália de Souza reforça essa importância ao afirmar que, quando bem escolhidas, as cortinas são capazes de unificar visualmente o espaço e mudar completamente a percepção que se tem do ambiente. Segundo ela, a escolha do modelo ideal deve considerar mais do que aparência: é fundamental entender o estilo de vida dos moradores, seus gostos e as necessidades reais do dia a dia. Leveza Projetos mais limpos e minimalistas, por exemplo, pedem tecidos leves, cores neutras e cortineiros discretos. Essa combinação evita contrastes marcados e cria uma sensação de continuidade, essencial principalmente em espaços compactos, onde o objetivo é ampliar visualmente os ambientes. O ideal, nesse caso, é manter as tonalidades da cortina próximas às da parede, garantindo unidade ao conjunto. Já em propostas mais clássicas, cortinas encorpadas, com pregas marcadas e até xales laterais decorativos trazem sofisticação e atemporalidade. Natália chama atenção, no entanto, para a escolha consciente: como são peças com alta durabilidade, seguir modismos passageiros pode levar ao arrependimento. A dica é investir em algo que dialogue com o restante do décor e tenha resistência ao tempo. Além da estética, as cortinas também exercem papel funcional importantíssimo. Elas ajudam a controlar a entrada de luz, regulam a temperatura interna e protegem móveis e objetos dos danos causados pelo sol. Manutenção Outro ponto essencial é a manutenção. Cortinas não precisam ser lavadas com frequência, como um lençol ou edredom, mas isso não significa que devam ser esquecidas. O acúmulo de poeira interfere tanto na aparência quanto na saúde, especialmente para quem tem alergias. A limpeza pode ser feita com aspirador de pó, bocal de escova ou pano levemente umedecido. E atenção: nada de jogar tudo na máquina de lavar! Cada tecido tem suas particularidades e exige um tipo de cuidado específico. Quando for o momento de lavar, vale consultar um especialista ou serviço de lavanderia que conheça o material para garantir durabilidade. Instalação Instalar uma cortina, porém, exige atenção a detalhes técnicos que fazem toda a diferença no resultado final. Na altura, a arquiteta recomenda que o tecido vá do piso ao teto, mesmo que não arraste no chão como um véu de noiva. Isso evita a impressão de que a cortina está “curta” ou mal posicionada. A instalação do trilho ou cortineiro próximo ao teto, inclusive, contribui para um visual mais elegante e contínuo. Na largura, o cuidado é para que a cortina nunca fique esticada na parede. A beleza está justamente nos franzidos que o tecido forma. Para isso, o ideal é calcular o dobro da medida da parede onde será instalada, permitindo que o tecido tenha leveza e movimento. Dormitórios Em dormitórios com incidência solar à tarde, por exemplo, o uso de tecidos blackout (com bloqueio de até 100% da luz) pode fazer toda a diferença no conforto térmico. Isso evita que o ambiente fique quente em excesso no fim do dia e também garante melhor qualidade de sono, principalmente para quem é sensível à luz ou quer dormir até mais tarde aos finais de semana.