(Adobe Stock) Já imaginou entrar numa mansão com 1,8 trilhão de cômodos? Cada um guarda uma palavra, uma ideia, uma possibilidade. Essa é uma forma divertida e bem próxima da realidade para entender como funcionam os modelos de inteligência artificial como o ChatGPT. Cada “cômodo” dessa mansão é um parâmetro do sistema. E, de acordo com análises apresentadas em conferências da Nvidia, o GPT-4 tem cerca de 1,8 trilhão deles. Aliás, se você não sabia, o ChatGPT “roda” justamente em GPUs ultrapotentes da Nvidia, aquelas placas de vídeo que também fazem a alegria de gamers e cientistas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Esse poder todo não surgiu da noite para o dia. Lá nos anos 1980, os primeiros modelos de redes neurais operavam com modestos milhares de parâmetros. Era como ensinar uma criança a identificar formas básicas. Mas a virada veio com o salto do poder computacional e do chamado aprendizado profundo, especialmente a partir de 2010. A evolução foi tão rápida que, em 2018, o modelo Bert (sim, da Google e não, não estamos falando do Bard), já operava com milhões de parâmetros. E, em 2020, o GPT-3 estourou a escala com 175 bilhões. Esses parâmetros são os alicerces da IA. São eles que permitem transformar uma pergunta em uma resposta. Durante o treinamento, a IA lê milhões de textos, livros, artigos, discussões de fórum e aprende padrões, conexões entre palavras, ideias e contextos. Não é como se ela decorasse tudo. Ela “entende” como as coisas se relacionam, mesmo sem consciência. Quando você digita algo, a IA não pensa como a gente. Ela calcula. Converte a frase em números, percorre trilhas estatísticas, e ativa uma sequência de decisões. É como se um maestro invisível regesse uma orquestra com trilhões de instrumentos e tudo isso acontece em milissegundos. O resultado? Uma resposta que, na maioria das vezes, soa natural, fluida, até convincente. Mas é bom lembrar: a IA não sabe o que está dizendo. Ela apenas prevê a próxima palavra mais provável com base no que aprendeu. E isso quer dizer que, de vez em quando, ela pode errar feio e com a mesma firmeza de quem acerta. Ainda assim, o salto é inegável. O que era ficção científica virou ferramenta de produtividade. Com o uso certo, essa tecnologia pode ajudar no trabalho, no aprendizado, nas decisões do dia a dia, e até na saúde com diagnósticos mais rápidos e personalizados. A cada resposta que a IA nos entrega, existe um cálculo trabalhando para nos apoiar. Cabe a nós usá-la com consciência e estratégia. Porque ela pode sim ser uma aliada poderosa, uma espécie de supercérebro estatístico que nos ajuda a economizar tempo, pensar melhor e viver com mais qualidade. Agora, um alerta amigo: os parâmetros da IA estão crescendo numa velocidade absurda. A tecnologia não vai esperar você se atualizar. Em um mundo acelerado por algoritmos, ficar parado é como querer surfar uma tsunami com uma prancha de bodyboard furada. Diante disso, reflita comigo: quais portas você quer abrir com a ajuda da IA?