Rico em flavonoides, o chocolate amargo pode ajudar a melhorar a circulação e controlar a pressão arterial e o colesterol (Adobe Stock) Neste domingo (5) de Páscoa, o chocolate não poderia ficar de fora. E, entre as opções disponíveis, o tipo amargo tem chamado a atenção não apenas pelo sabor intenso, mas também por possíveis benefícios à saúde cardiovascular. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Rico em flavonoides, o cacau possui compostos bioativos com ação antioxidante e anti-inflamatórios. “Trata-se de uma poderosa fonte de flavonoides”, afirma a nutricionista Juliana Meirelles, do Centro de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês. Esses compostos estimulam a produção de óxido nítrico, substância que promove a vasodilatação e contribui para o controle da pressão arterial. Além disso, ajudam a melhorar a circulação sanguínea e a proteger as artérias contra o estresse oxidativo, processo associado ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Apesar dos potenciais benefícios, especialistas ressaltam que a escolha do produto é fundamental. A recomendação é optar por chocolates com teor de cacau acima de 70%. Produtos com alto teor de açúcar, gordura saturada ou recheios podem comprometer os efeitos positivos. Também é indicado dar preferência a versões com baixo teor de açúcar, sem gorduras trans e, se possível, enriquecidas com ingredientes como castanhas e amêndoas. Embora ainda não exista consenso científico absoluto, há evidências de que o consumo regular e moderado de chocolate amargo pode contribuir para a melhora da função endotelial, além de auxiliar no controle do colesterol e da pressão arterial. Segundo a médica Juliana Meirelles, os flavonoides também podem influenciar positivamente a sensibilidade à insulina e a resposta inflamatória do organismo. No entanto, ela alerta que esses benefícios dependem de um estilo de vida saudável. “O consumo excessivo ou o uso do chocolate como atalho para uma vida desregrada compromete os resultados”, afirma. Outro fator relevante é a relação entre o cacau e a microbiota intestinal. Um microbioma equilibrado favorece a absorção dos flavonoides e pode potencializar seus efeitos no sistema cardiovascular. Já o desequilíbrio da microbiota pode limitar a ação desses compostos, reforçando a importância de uma alimentação variada e rica em nutrientes. A orientação é manter o consumo em pequenas porções, preferencialmente após as refeições, e inseri-lo em uma dieta equilibrada. “Escolher bem o chocolate é um ato de prazer e de prevenção”, conclui a nutricionista.