O câncer de rim é mais frequente em pessoas com mais de 50 anos (Divulgação) O Brasil deve registrar 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Entre os tipos de tumor que exigem atenção está o câncer de rim, uma doença que pode evoluir de forma silenciosa nas fases iniciais e que ganha maior visibilidade durante a campanha Junho Verde, voltada à conscientização sobre diagnóstico precoce, fatores de risco e prevenção. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A mobilização, que também marca o Dia Mundial do Câncer de Rim, celebrado na última quinta-feira, reforça a importância de ampliar o acesso à informação. Isso porque a identificação da doença nas fases iniciais aumenta as chances de sucesso no tratamento e permite tratamentos menos invasivos. O câncer de rim é mais frequente em pessoas com mais de 50 anos. Tabagismo, obesidade, hipertensão arterial, histórico familiar, doença renal crônica e exposição prolongada a determinadas substâncias químicas estão entre os principais fatores de risco. Nas fases iniciais, o tumor costuma não provocar sintomas. Quando surgem, os sinais mais comuns são sangue na urina, dor persistente na região lombar, perda de peso sem causa aparente, fadiga e, em alguns casos, massa ou inchaço na região abdominal. Segundo o urologista Fabio Atz, essa característica faz com que muitos casos sejam descobertos de maneira inesperada. “Hoje, boa parte dos tumores renais é identificada durante exames de imagem solicitados por outros motivos. Muitos pacientes chegam ao consultório sem qualquer sintoma. O diagnóstico acontece porque fizeram exames de ultrassom ou tomografia por outra razão. Isso mostra como é importante investigar alterações persistentes e manter o acompanhamento médico, principalmente entre pessoas que apresentam fatores de risco”, explica. O especialista ressalta que a evolução das técnicas cirúrgicas e dos tratamentos tem proporcionado resultados cada vez melhores, principalmente quando o diagnóstico ocorre precocemente. “Quanto menor o tumor no momento do diagnóstico, maiores são as possibilidades de tratamentos menos invasivos, preservando a função do rim e oferecendo mais qualidade de vida ao paciente”, afirma. Além dos exames indicados pelo médico, hábitos saudáveis também contribuem para reduzir o risco da doença. Não fumar, manter o peso adequado, controlar a pressão arterial, praticar atividade física regularmente e realizar acompanhamento médico periódico fazem parte das principais medidas preventivas. “O câncer de rim pode permanecer silencioso por muito tempo. Por isso, sangue na urina, dor lombar persistente ou qualquer alteração urinária não devem ser ignorados. O diagnóstico precoce faz toda a diferença nas chances de cura e na qualidade de vida do paciente”, finaliza Fabio Atz. Fique atento • Sangue na urina • Dor persistente na região lombar • Perda de peso sem explicação • Cansaço excessivo • Alterações urinárias • Histórico familiar da doença • Tabagismo, obesidade e hipertensão aumentam o risco