A asma é uma das doenças respiratórias de maior incidência e prevalência no Brasil (Adobe Stock) A asma é uma das doenças respiratórias de maior incidência e prevalência no Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde, 23,2% da população brasileira sofre com a condição. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Maio é o mês de conscientização da asma e a pneumologista Angela Honda, que também é voluntária na Reabilitação Pulmonar da Unifesp, fala sobre a importância de manter o assunto sempre em pauta. “É preciso falar sobre asma, não somente em épocas de temperaturas mais frias ou em meses de conscientização, mas durante todo o ano, tanto entre os profissionais de saúde, quanto entre pessoas sintomáticas e pacientes asmáticos. Há muito que saber sobre conduta de diagnóstico, sintomas e tratamentos”. Cerca de 90% dos pacientes são pessoas com asma leve a moderada e ainda precisam de diagnóstico e tratamento adequados. A principal causa da asma é a inflamação que pode ser desencadeada por vários fatores, e mais importante; é uma doença inflamatória e crônica, que não tem cura, mas pode ser tratada, inclusive com medicamentos gratuitos fornecidos pelo SUS. Ela é caracterizada por vias aéreas inflamadas e estreitadas, dificuldade respiratória, tosse e chiado no peito. Alérgenos ambientais, como cheiros específicos, pó ou pólen, podem desencadear crises. Desafio Apesar da asma ser uma doença crônica, ela não é tratada como tal. A maioria dos pacientes faz o tratamento apenas durante as crises, o que pode fazer com que novos episódios apareçam e ainda mais graves. Um dos grandes desafios é o controle dessa doença, que impacta de maneira importante a vida de milhares de pessoas. Um inquérito realizado recentemente no Brasil mostra que apenas 12,3% dos asmáticos estão com a doença controlada e 32% aderem ao tratamento e, principalmente, ao tratamento de crise. Isso significa falta de controle da doença no país, o subdiagnóstico e a baixa adesão ao tratamento por parte dos pacientes. A asma não tratada adequadamente e não controlada também custa para o sistema de saúde. Só em 2021, 1,3 milhão de pacientes foram atendidos na Atenção Primária à Saúde, do SUS. Esse número corresponde a um aumento de 18% em relação a 2020. Tratamento A base do tratamento é o uso continuado de medicamentos com ação anti-inflamatória, também chamados controladores, sendo os corticosteroides inalatórios (bombinha) os principais. Pode-se associar também medicamentos de alívio, com efeito broncodilatador (dupla ou tripla terapia), para a asma de moderada a grave. Mais recentemente surgiram os imunobiológicos, terapia inovadora para os casos mais agudos da doença. “A conscientização é a porta de entrada para o controle da asma. O conhecimento por parte da população sobre a importância do diagnóstico precoce e preciso, o acesso e a adesão ao tratamento adequado podem salvar vidas”, finaliza Angela Honda. Manter a saúde em foco durante o ano todo é algo que devemos levar como uma tarefa de vida. Não espere uma crise chegar. Consulte seu médico regularmente.