Espaço Raízes e Memórias foi concebido como uma extensão da casa, valorizando encontros, bem-estar e conexão com a natureza (Divulgação) Existe uma diferença entre os ambientes feitos para serem admirados e aqueles criados para serem vividos. Alguns impressionam à primeira vista pela grandiosidade, pelo excesso de informação ou pelo impacto visual. Outros conquistam de maneira mais silenciosa: pela atmosfera, pela sensação de acolhimento e pelo desejo quase involuntário de permanecer. Na mostra Casa Estilo, no Guarujá, o projeto Raízes e Memórias segue exatamente esse caminho. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Instalado em uma residência de 1,5 mil metros quadrados no Balneário Praia do Pernambuco, o espaço surge como uma interpretação contemporânea do morar afetivo — aquele que valoriza encontros, desacelera a rotina e transforma o cotidiano em experiência. O ambiente abriga a Pizzaria Bonacorso e foi concebido como uma extensão viva da casa, onde cozinhar, conversar e celebrar fazem parte da mesma narrativa arquitetônica. Assinado pelo arquiteto Alessandro Lopes, pela paisagista Natacha Guerrero e pelo engenheiro civil Paulo Marcochi, o projeto traduz uma tendência cada vez mais forte no universo da decoração: a busca por ambientes que priorizam bem-estar, conexão emocional e integração com a natureza, sem abrir mão da sofisticação. (Divulgação) Aqui, o luxo aparece de forma menos óbvia. Está na iluminação indireta que aquece o ambiente sem excessos, na presença da madeira que traz textura e acolhimento, nos tons terrosos que acalmam o olhar e na fluidez da composição, desenhada para favorecer encontros e permanência. Nada parece rígido ou excessivamente cenográfico. O espaço convida ao uso real, à convivência espontânea e à construção de memórias. “O espaço foi pensado como uma arquitetura do encontro. Mais do que uma área gourmet, queríamos criar um ambiente capaz de aproximar pessoas e transformar a convivência em experiência”, explica Alessandro Lopes. (Divulgação) O paisagismo amplia essa sensação de abrigo contemporâneo. A vegetação ocupa o espaço de forma orgânica, criando uma transição suave entre interior e natureza. Mais do que preencher áreas vazias, as espécies ajudam a construir frescor, textura e movimento, trazendo vida ao projeto. “O paisagismo precisava respirar junto com as pessoas”, resume a paisagista Natacha Guerrero. Outro destaque está na escolha de peças artesanais e elementos produzidos a partir da reciclagem e da economia criativa. A arte em bambu e os objetos criados por artistas e artesãos locais reforçam a identidade do ambiente e adicionam camadas de autenticidade à composição. São detalhes que aproximam arquitetura, arte e cultura brasileira de maneira delicada e contemporânea. A engenharia aparece de forma discreta, quase invisível, permitindo que conforto e funcionalidade aconteçam sem interferir na leveza estética do projeto. Toda a infraestrutura foi desenhada para operar de maneira silenciosa, preservando a sensação de naturalidade que o espaço transmite. “Nosso desafio foi fazer com que toda a infraestrutura funcionasse de forma eficiente e integrada, sem comprometer a experiência visual e sensorial do ambiente”, afirma Paulo Marcochi. O nome Raízes e Memórias sintetiza perfeitamente o conceito central do projeto. Raízes representam pertencimento, identidade e conexão com aquilo que sustenta. Memórias falam sobre os encontros que permanecem, os momentos compartilhados e as experiências que continuam existindo mesmo depois que o espaço é deixado para trás.