Damson Idris como Joshua Pearce e Brad Pitt como Sonny Hayes (Apple original films/ Divulgação) O cinema-espetáculo ganha um novo cenário: o da Fórmula 1. É nesse ambiente competitivo, de ação e adrenalina a mais de 300 km/h que F1: O Filme leva o espectador a uma imersão visual espetacular para dentro das corridas. O longa-metragem da Apple Original Films, distribuído pela Warner Bros e Plan B, estreou quinta-feira (26) nos cinemas. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! O cineasta Joseph Kosinski repete a parceria com o produtor Jerry Bruckheimer, firmada em Top Gun: Maverick (2022). A dupla investe na fórmula bem-sucedida do blockbuster estrelado por Tom Cruise e o resultado de F1 nas telonas é realismo puro na pegada icônica “I feel the need, the need for speed" (em português: “Eu sinto a necessidade, necessidade de velocidade”), frase dita por Tom Cruise em Top Gun (1986). A produção comprou carros de Fórmula 2, que foram adaptados para o filme e rodaram em autódromos de verdade. Em cada veículo, foram instaladas 12 câmeras que captaram imagens em ângulos diversos. O resultado em cena é uma imersão visual e sensorial como nunca se viu ao assistir uma corrida de Fórmula 1. O espectador tem a sensação de estar dentro do cockpit pilotando um carro de Fórmula 1, ora acompanhando a corrida em panorâmica ou mesmo assistindo a roda “crescer” diante dos seus olhos enquanto o veículo derrapa em alta velocidade sobre a caixa de brita, entre outras tomadas impressionantes jamais vistas em filmes do gênero. O heptacampeão Lewis Hamilton é um dos produtores do filme, que conta ainda com o apoio oficial da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e a participação de pilotos reais da F1. Além disso, parte das cenas foi gravada durante as corridas do GP da Inglaterra. Mas, além de ser uma campanha promocional de alto nível da Fórmula 1, F1 é um drama esportivo de ficção sobre o retorno de um ex-piloto genial às pistas chamado Sonny Hayes, interpretado por Brad Pitt. Afastado das corridas há décadas após sofrer um grave acidente, ele se torna a aposta de Ruben Cervantes, o dono da escuderia fictícia ApexGP vivido por Javier Bardem, para salvar o seu negócio da falência. O empresário já conta com o jovem piloto Joshua Pearce, tão arrojado quanto arrogante, interpretado por Damson Idris, que rivaliza com Hayes. Afinal, ninguém quer ser o segundo piloto. Pegando carona no drama, vale ressaltar que enquanto o filme acelera na qualidade técnica e visual, perde potência no roteiro escrito por Ehren Kruger e Kosinski, repleto de clichês. Trata-se de uma história previsível com situações já vistas em filmes como Dias de Trovão (1990), dirigido por Tony Scott, e Top Gun: Maverick (2022), reprisando a narrativa do piloto veterano, indisciplinado, de talento extraordinário e em decadência profissional que entra em disputa de egos com um colega de equipe novato. Para dar um molho a esse blockbuster sobre rodas, o filme arrisca um romance entre Hayes e Kate, a diretora técnica da equipe ApexGP interpretada pela atriz Kerry Condon. Mas, o affair é superficial e não funciona porque o roteiro não ajuda e mina a força de uma coadjuvante feminina nesse enredo ambientado em um universo predominantemente masculino. Além do visual, outro ponto alto de F1 é a trilha sonora do aclamado Hans Zimmer (Top Gun: Maverick). A trilha metalizada e os sons reais captados durante os GPs reforçam o clima realista da Fórmula 1 nesse que já é considerado o melhor filme de corridas da indústria. F1: O Filme é para ser visto nas telonas. Vá ao cinema!