Sound healing, uma terapia realizada com música e sons (Adobe Stock) No último texto, contei a vocês que minha vira-latinha passou por uma cirurgia de retirada de um nódulo no fígado. A biópsia saiu essa semana e indicou que era um nódulo maligno. Quando a veterinária oncologista falou com todas as letras do que se tratava, fiquei uns segundos infinitos sem respirar. Ela logo informou que tudo foi retirado e era um nódulo muito inicial, o que não leva à necessidade de quimioterapia. Apenas um acompanhamento com novos exames daqui a dois meses, com espaçamento maior até completar um ano e meio, permanecendo tudo bem. De alimentação a suplementos, a rotina da minha Charlotte mudará para que a saúde dela se mantenha em equilíbrio. Mas o mais importante é que sua cirurgia ocorreu na hora certa. E isso graças à prevenção. Há três anos, quando descobri que o fígado dela apresentava alterações, mantive com disciplina as orientações dos veterinários e as datas dos exames. Curiosamente, há quase dois anos, fui diagnosticada com insuficiência no pâncreas, também com acompanhamento de um nódulo, que só não se tornou uma emergência na ocasião pelo mesmo motivo que preservou a saúde da minha cachorrinha: prevenção. Estamos avançando em idade, tanto eu quanto ela. E não dá para descuidar. Se há 20 anos eu basicamente passava uma vez por ano na ginecologista, na dermatologista e no dentista, agora é praticamente um médico por mês. Por que sou hipocondríaca? Não. Porque quero viver minha futura velhice bem, assim como lidar da melhor maneira com as limitações já presentes. Passo com frequência em ginecologista, gastroenterologista, cardiologista, vascular, ortopedista, dentista, dermatologista e nutricionista. Desde junho, integra esse meu time a endócrino. Sei que falo de um lugar de extremo privilégio de quem tem um excelente plano de saúde - benefício da universidade na qual sou professora. Mas vejo muita gente que também usufrui de tal privilégio e não faz um exame de sangue há dois, três, cinco, dez anos. Não porque se sente bem, sem nenhum problema. Porque diz não ter tempo. Ou porque acha desnecessário. Ou porque tem exame que “envergonha”. Gente, por favor. A prevenção muda tudo. Claro que ninguém está livre de adoecer. Mas cuidar para que um estrago seja maior - ou irreversível - é o que permite termos tempo de fato - para viver e fazer tudo que precisa ser feito. Medimos nosso tempo de maneira muito equivocada. Por tantas vezes, usando uma parte muito preciosa dele com excesso de telas, querendo impressionar quem não importa, construindo um status que na doença - cuidado - pode te deixar sozinho (a). No outro extremo, sei de tanta gente que luta bravamente para marcar um exame, uma consulta, no sistema público de saúde. Gente que quer tanto, que precisa se cuidar e enfrenta todo tipo de desafio para acessar um direito. Aproveito para alertar aos candidatos a cargos municipais de diferentes partidos que me procuraram pedindo apoio público nas redes sociais: ninguém começou a conversa informando como espera ajudar a saúde das pessoas ou dos animais. O município é responsável por garantir a saúde dos cidadãos juntamente com outros órgãos federativos. Aplica recursos próprios e da União na área, deve fornecer medicamentos e tratamentos, entre outros pontos importantes. Atenção em quem investem seus votos. E que o privilégio que minha Charlotte e eu temos alcance cada vez mais pessoas. P.S.: ao invés de uma música, hoje vou deixar como dica que procurem na internet sobre sound healing, uma terapia realizada com música e sons que tem sido muito importante como parte de uma série de tratamentos de saúde. Lembrando que é uma terapia complementar aos tratamentos principais.