A doença consiste no excesso de glicose no sangue, em razão da má absorção ou produção insuficiente de insulina (Imagem ilustrativa/Pexels) Silencioso e causador de graves complicações se não tratado desde o início, o diabetes é uma doença que atinge cerca de 20 milhões de pessoas no Brasil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). O tipo 2 da doença pode evoluir por anos sem demonstrar evidência nos sintomas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A doença consiste no excesso de glicose no sangue, em razão da má absorção ou produção insuficiente de insulina, hormônio que transforma o açúcar em energia. Dois fatores de risco envolvem o consumo de alimentos ultraprocessados e o sobrepeso. “Você pode estar com diabetes e nem desconfiar, principalmente se não conhece seu histórico familiar", alerta o endocrinologista Márcio Roberto, coordenador de endocrinologia do Hospital São Luiz Jabaquara. "Os sinais iniciais são sutis e facilmente confundidos com estresse ou hábitos do dia a dia. Quando o paciente procura ajuda, muitas vezes o corpo já está comprometido”, explica. Os sintomas mais comuns de diabetes: Sede constante – Mesmo bebendo bastante água, a sensação de boca seca não passa. Vontade frequente de urinar – Acorda várias vezes à noite para ir ao banheiro? Pode ser um alerta. Cansaço sem motivo aparente – Sensação de exaustão mesmo após uma boa noite de sono. Fome exagerada – Comer muito e não se sentir saciado. Perda (ou ganho) de peso sem explicação – Mesmo sem dieta ou mudança na rotina. Visão embaçada ou turva – Dificuldade para focar ou enxergar nitidamente. Formigamento nos pés e mãos – Alterações na sensibilidade periférica. Infecções de repetição – Candidíase, infecções urinárias ou de pele que voltam com frequência. Feridas que demoram a cicatrizar – Pequenos machucados que levam semanas para fechar. Riscos Se não tratado, o diabetes pode provocar acidente vascular cerebral (AVC), infarto, cegueira, insuficiência renal e até amputações, por conta da deterioração de vasos sanguíneos e da má circulação do sangue. “Com a rotina acelerada, sedentarismo e maus hábitos alimentares, as pessoas tendem a normalizar sinais do corpo. Se tem algo que pode fazer a diferença é prestar atenção nos ‘recados’ do organismo. Ele costuma avisar, mesmo que discretamente”, alerta o médico. Tratamento A doença não tem cura, mas os índices de glicemia podem ser controlados. Medicamentos modernos ajudam nesse processo, assim como na perda de peso e na proteção de órgãos, como coração e rins.