Parques indoor têm viralizado na rede social com várias brincadeiras diferentes que estimulam atividades físicas (Alexsander Ferraz/AT) Sair do quarto, mexer o corpo e viver novas experiências. Pode ser em um rolê com os amigos, praticando algum esporte ou até dançando numa festa. O movimento é o que importa, e não a forma. Ele traz cor, saúde e energia pra adolescência e juventude — e faz toda a diferença pra crescer bem. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Com as redes sociais em alta e a rotina cada vez mais tecnológica, nós acabamos esquecendo da importância de se movimentar e sair da zona de conforto. A profissional de Educação Física Giovana Padovani Lui, de 25 anos, explica que, por isso, muitas pessoas têm se mexido cada vez menos. Contudo, a atividade física é uma ótima opção para equilibrar o excesso de tempo nas telas. “Não é errado usar o celular, a televisão e a rede social, mas saber equilibrar isso acho que é o ponto-chave. Ter o seu momento de lazer, o seu momento de felicidade, pode também ser em uma atividade física. Talvez unir os amigos, isso já é um passo muito bom”, complementa. Movimentar o corpo vai muito além do agora: garante benefícios que acompanham a fase adulta e até a terceira idade. Gi esclarece que a juventude é um período de desenvolvimento e cheio de energia, em que o corpo está mais preparado para encarar atividades. Esse cuidado reflete na saúde, no crescimento e até na qualidade do sono. Recomendação e tendências Segundo Padovani, o ideal é escolher qualquer atividade que combine com o gosto de cada um. Pode ser esportes mais tradicionais, como futebol, crossfit, ginástica artística ou rítmica, por exemplo. “Tem esporte para buscar e fazer, em alguma coisa você vai se encaixar. É só não desistir e criar aptidão por coisas que você já gosta. Acredito que isso agregue no seu dia a dia”. Muita gente ainda pensa que mexer o corpo é só praticar atividade física, mas vai além disso. A educadora física lembra que sair da rotina e experimentar coisas novas também faz diferença. Até a tecnologia pode entrar como aliada: jogos de videogame que fazem dançar, por exemplo, contam como atividade física. “Ter esse momento de lazer e curtir, às vezes, você estar se movimentando e praticando realmente uma atividade física e você nem sabe. Unir o lazer e o movimento é exatamente você escolher ir em direção às coisas que você gosta, que você se sinta confortável, que você se sinta à vontade e que tenha vontade de aprender mais”. A profissional destaca a importância de praticar atividades físicas (Arquivo Pessoal) Um jeito diferente Uma opção que traz movimento vem viralizando nas redes sociais. São os parques indoor, que já se multiplicaram pelas capitais e agora se espalham pela região. Um rolê diferente para curtir com os amigos e que permite a todo mundo se jogar. Em Santos, o Play Jump, na Vila Belmiro, virou assunto antes mesmo da inauguração e permite até a quem não pratica esporte marcar alguns pontos no basquete em camas elásticas, se jogar no half pipe, pular em uma piscina de espuma, testar o equilíbrio no slackline ou encarar uma batalha de cotonete. Com cores neon, clima de balada e música, o proprietário Carlos Alexandre Araújo comenta que a proposta é reunir todos os tipos de público em um só lugar. “Minha ideia foi fazer aqui num parque, mas com um estilo meio de balada. Apesar de ele ser todo neon, eu quis incrementar mais e incluir um jogo de luzes e som de qualidade”. Além de ser um espaço de diversão, segundo Carlos, o parque também tem a proposta de incentivar hábitos saudáveis e estimular a prática de atividades físicas de um jeito leve e divertido.