Idosos têm maior prevalência de depressão no Brasil (Freepik) O avanço da idade traz consigo uma série de transformações físicas, emocionais e sociais. Nesse processo, é comum que muitos idosos enfrentem perdas, limitações e solidão. Quando não há suporte emocional ou mudanças na rotina, essas experiências podem se transformar em um quadro mais grave: a depressão. Segundo dados do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS), idosos têm maior prevalência de depressão no Brasil. Muitas vezes silenciosa, a doença pode ser confundida com sinais naturais do envelhecimento, o que atrasa o diagnóstico e o tratamento. A boa notícia é que, com a adoção de hábitos simples e acessíveis, é possível reduzir significativamente o risco de desenvolver esse transtorno. Manter uma rotina ativa, ter vínculos sociais e cuidar da saúde mental pode fazer toda a diferença no bem-estar na terceira idade. O que é a depressão na terceira idade? A depressão em idosos é um transtorno mental caracterizado por tristeza persistente, desinteresse por atividades cotidianas, alterações no sono, na alimentação e na memória, entre outros sintomas. Ao contrário do que muitos pensam, não é uma consequência natural do envelhecimento. Trata-se de uma condição que pode e deve ser tratada, tanto com suporte profissional quanto com ações preventivas no dia a dia. Como prevenir a depressão em idosos com atitudes práticas Especialistas apontam que medidas simples podem fortalecer a saúde mental e emocional na terceira idade. A seguir, veja seis hábitos eficazes que ajudam na prevenção da depressão em idosos: 1. Praticar atividades físicas leves A caminhada diária, a hidroginástica ou alongamentos estimulam a liberação de neurotransmissores como endorfina e serotonina, que estão diretamente ligados ao humor e ao bem-estar. A atividade física também melhora o sono, a disposição e a autoestima do idoso. 2. Manter vínculos sociais ativos Participar de grupos de convivência, conversar com familiares, visitar amigos ou se envolver em ações comunitárias fortalece o senso de pertencimento e reduz a sensação de isolamento — um dos principais gatilhos para a depressão nessa faixa etária. 3. Cuidar da alimentação Uma dieta equilibrada, rica em frutas, legumes, cereais integrais e proteínas magras, contribui para o bom funcionamento do organismo e do cérebro. A deficiência de vitaminas do complexo B e de ômega 3, por exemplo, pode estar relacionada a sintomas depressivos. 4. Estimular o cérebro com desafios cognitivos Jogos de tabuleiro, leitura, palavras-cruzadas e até aprender algo novo, como tocar um instrumento ou mexer no celular, ajudam a manter o cérebro ativo. A estimulação cognitiva é um dos fatores mais relevantes na prevenção de doenças como a depressão e o Alzheimer. 5. Ter uma rotina de sono adequada Dormir bem é fundamental para regular o humor e a saúde mental. Ter um horário fixo para dormir e evitar estímulos à noite, como televisão ou celulares, são medidas importantes. A insônia pode ser tanto um sintoma quanto um fator de risco para depressão. 6. Buscar acompanhamento médico e psicológico O acompanhamento regular com geriatras, psicólogos ou psiquiatras é essencial para identificar sinais precoces da depressão. Quanto antes o tratamento for iniciado, melhores são os resultados. A psicoterapia e, em alguns casos, o uso de medicamentos podem ser indicados. Um olhar mais atento à saúde mental dos idosos A depressão na terceira idade muitas vezes é invisibilizada, mas pode ser evitada com medidas simples, apoio da família e uma rede de cuidados. Investir em prevenção é cuidar da longevidade com dignidade e bem-estar. A mudança pode começar com pequenas atitudes: um passeio ao ar livre, uma ligação para um familiar ou o início de uma nova atividade. Cada gesto conta na construção de uma rotina mais saudável, feliz e livre da solidão.