<div style="clear:both;"> <p class="p-smartimagebox"><img attr-cid="policy:1.474143" attr-version="policy:1.474143:1754870540" class="p-smartimage" src="/image/policy:1.474143/Projeto Canva - 2025-08-10T210222.084.jpg?f=3x2&w=400&q=0.3" /><br /> <span class="p-smartcaption">Tamizia abriu doceria própria após se especializar no universo dos doces (Arquivo pessoal)</span></p> <p paraeid="{d288cbd6-5ff8-4d44-a3b1-a0d714fff8ad}{217}" paraid="579332263" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O que começou como uma forma de ajudar a mãe a fazer uma cirurgia transformou-se em um propósito de vida. Uma confeiteira de <a href="https://www.atribuna.com.br/cidades/santos">Santos</a>, que vendia balas baianas nas ruas, de porta em porta, viu nos doces uma oportunidade de crescer e decidiu abrir seu próprio negócio n</span>o Bairro da Vila Nova.</p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{ce24fd26-5033-49e3-87b2-a4e197ca1ac7}{159}" paraid="180619818" xml:lang="PT-BR"><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029Va9JSFuGehEFvhalgZ1n">Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp!</a></p> <p paraeid="{ce24fd26-5033-49e3-87b2-a4e197ca1ac7}{159}" paraid="180619818" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">A confeiteira </span>Tamizia Pereira das Neves, de 37 anos, contou que sua história com os doces começou em 2018. Ela disse que sua mãe, que morava na Bahia, veio a Santos para fazer alguns exames e uma cirurgia. <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Na época, </span>Tamizia estava desempregada. Para tentar ajudar a mãe, começou a vender brigadeiros na rua. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{ce24fd26-5033-49e3-87b2-a4e197ca1ac7}{179}" paraid="1787971891" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">“Ela concordou e falou que ia comigo, mas eu não fui. Passaram-se alguns dias, vi na internet balas baianas e pensei: vou fazer essas balas e vender na rua. Com os únicos R\$ 17,00 que eu tinha, fui ao mercado, comprei os insumos e daí comecei a fazer as balas. Saí para vender, ia de porta em porta”, relembrou a confeiteira.</span> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{ce24fd26-5033-49e3-87b2-a4e197ca1ac7}{189}" paraid="1345146398" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Segundo </span>Tamizia, as balas custavam R\$ 1,00 cada e, no primeiro dia de vendas, ela vendeu 49 unidades em apenas 10 minutos. No dia seguinte, teve o dobro de vendas. Depois, seus clientes começaram a pedir outros produtos. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{ce24fd26-5033-49e3-87b2-a4e197ca1ac7}{199}" paraid="2005170741" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Ela foi se especializando, fazendo cursos e incluindo novos itens no cardápio. Com a ampliação das opções, precisou montar um carrinho para vender.</span> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{ce24fd26-5033-49e3-87b2-a4e197ca1ac7}{209}" paraid="1075744626" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">“Comprei um carrinho de feira, daqueles que levamos para fazer compras no mercado, comprei um isopor e montei um carrinho onde colocava os produtos dentro e saía vendendo nas ruas. Passaram-se alguns anos e veio o desejo de abrir minha própria confeitaria.”</span></p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{ce24fd26-5033-49e3-87b2-a4e197ca1ac7}{219}" paraid="904359918" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR"><strong>Virada na vida</strong><br /> Determinada, Tamizia estabeleceu uma meta: sair todos os dias, faça chuva ou faça sol, para vender seus doces.</span> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{ce24fd26-5033-49e3-87b2-a4e197ca1ac7}{229}" paraid="1636953347" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Em certo momento, surgiu a oportunidade de alugar uma loja na mesma rua onde vendia os doces. Ela foi conhecer o local, mas não deu certo. Logo em seguida, veio a pandemia.</span></p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{ce24fd26-5033-49e3-87b2-a4e197ca1ac7}{239}" paraid="643379292" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">“Como sabemos, parou tudo. Fiquei um tempo sem fazer nada. E foi aí que os clientes começaram a pedir bolos de festa decorados. Comecei a estudar, fazer cursos online e a preparar bolos caseiros. Passado um tempo, voltei para a rua com mais produtos. Passaram-se alguns anos e veio de novo o desejo de abrir a loja. Comecei a olhar algumas, mas não dava certo. Até que, um dia, mais uma vez na mesma rua em que eu vendia apareceu uma loja. Fui olhar e, assim que entrei, olhei tudo e pensei: é aqui. E aí tudo começou.”</span></p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{ce24fd26-5033-49e3-87b2-a4e197ca1ac7}{249}" paraid="1245457421" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">A partir daí, ela criou a doceria Reino Doce Gourmet, que já completou dois anos. </span>Localizada na Rua Sete de Setembro, n° 82, a loja vende pelo iFood e está implantando o serviço de delivery próprio.</p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{a33434e1-4a57-4853-a3bb-c0b7a3b1ce96}{4}" paraid="1906986199" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O estabelecimento trabalha desde doces tradicionais até os mais finos, além de bolos caseiros e personalizados. A vitrine exibe mais de 30 produtos diariamente.</span></p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{a33434e1-4a57-4853-a3bb-c0b7a3b1ce96}{14}" paraid="271594021" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR"><strong>'Adoçar' a vida</strong><br /> “Sempre falo: não é só sobre doces ou só sobre dinheiro. É um propósito de Deus na minha vida. Já viu alguém comendo um doce triste? Quando estamos comendo um bolo ou um doce, é algo inexplicável, uma sensação de prazer. Não pensamos em mais nada. Sempre ouço: ‘ah, hoje não estou bem, vim comprar um doce para adoçar minha vida’. Eu amo o que faço e não me imagino fazendo outra coisa.”</span></p> </div>