Sistema de arrefecimento do veículo merece atenção durante o ano todo (AdobeStock) Quem tem carro sempre espera dirigir tranquilamente pelas ruas, apesar das loucuras habituais do trânsito das cidades. Dentro dessa aguardada rotina de sossego, nunca passa pela cabeça de quem está na frente do volante se estressar com o sistema de arrefecimento do veículo para não ficar parado na garagem nem na rua, ainda mais durante o verão, quando as temperaturas sobem muito. O sistema de arrefecimento é responsável por manter a temperatura ideal do motor, fazendo a troca do calor entre o radiador e o bloco. Quando não funciona adequadamente, causa superaquecimento, danificando o cabeçote, a válvula termostática e o próprio bloco do motor. Quando a temperatura externa é maior, o aquecimento do motor do carro é mais rápido, porém irá causar o mesmo problema, porque ele entra rapidamente na temperatura ideal de funcionamento, lembra o engenheiro mecânico Carlos Alberto Fávaro Pinheiro. “O esforço em uma subida de serra, onde existe tráfego, com o carro ficando naquele anda e para, exige muito do sistema de arrefecimento. Se já existir algum pequeno problema de mangueiras ou bomba, será nessa hora que irá aumentar muito. Também acontece quando estamos parados no trânsito em semáforos, pois a torcida de calor com o ar externo diminui muito”, explica o também proprietário da Baobá Serviços Automotivos, na Vila Mathias, em Santos. A procura pela manutenção corretiva desse item é grande o ano todo, segundo Pinheiro. E há várias razões. “Isso acontece muito em função da falta de manutenção preventiva e também é causada pelo uso errado de água de torneira no sistema. Recentemente, também tenho notado o uso incorreto do líquido aditivo, muitas vezes colocado pelos frentistas nos postos, na maioria das vezes sem necessidade”, detalha. Ações A primeira providência a se tomar, observa o engenheiro mecânico, é incluir esse item na manutenção preventiva do automóvel. “A cada troca de óleo, é importante verificar o nível do aditivo e analisar eventual sujeira no sistema. A pressão nas mangueiras irá mostrar rachaduras, sendo necessário trocá-las antes que o problema apareça”, explica. Como o sistema de arrefecimento é fechado e pressurizado, eventuais aberturas, principalmente na tampa do reservatório, provocam entrada de ar, causando problema de leitura nos sensores de temperatura, em especial com o motor quente. “Assim, a melhor maneira de analisar o sistema de arrefecimento é com o motor frio”, recomenda Pinheiro.