O principal motivo da preocupação médica é a gravidade das complicações associadas à trombose (Imagem ilustrativa/Pexels) A trombose é uma doença que desperta preocupação crescente entre especialistas de saúde devido ao seu potencial de causar complicações graves, incluindo infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e até a morte. Apesar de ainda ser pouco conhecida pela população geral, a trombose representa uma das principais causas de mortalidade e incapacidade no mundo. Por isso, compreender o que é, como se manifesta, seus fatores de risco e os tratamentos disponíveis é fundamental para a prevenção e o manejo adequado da doença. O que é trombose? A trombose ocorre quando um coágulo sanguíneo se forma dentro de uma veia ou artéria, impedindo ou dificultando o fluxo normal do sangue. Esse coágulo, chamado de trombo, pode se fixar no local onde se formou ou se desprender e viajar pela corrente sanguínea, podendo obstruir vasos em outras regiões do corpo, causando consequências potencialmente fatais. Os dois tipos mais comuns de trombose são a trombose venosa profunda (TVP), que geralmente ocorre nas pernas, e a trombose arterial, que pode causar ataques cardíacos e AVC. Por que a trombose preocupa os especialistas? O principal motivo da preocupação médica é a gravidade das complicações associadas à trombose. Quando o coágulo bloqueia uma veia profunda, como nas pernas, pode provocar dor, inchaço e aumento do risco de embolia pulmonar — uma condição em que o coágulo se desloca para os pulmões e bloqueia vasos essenciais para a respiração. A embolia pulmonar pode ser fatal se não tratada rapidamente. Além disso, a trombose arterial pode levar a eventos cardíacos e cerebrais graves, como infarto do miocárdio e AVC, responsáveis por alta mortalidade e sequelas permanentes. Outro ponto preocupante é que a trombose pode ocorrer de forma silenciosa, sem sintomas evidentes, dificultando o diagnóstico precoce. Muitas vezes, a doença só é identificada após o aparecimento de complicações severas. Principais fatores de risco Especialistas apontam que a trombose está associada a uma série de fatores que aumentam a probabilidade de formação de coágulos. Entre eles, destacam-se: Imobilidade prolongada: viagens longas de carro ou avião, internações hospitalares e repouso prolongado podem facilitar a estase sanguínea e a formação do trombo. Cirurgias e traumatismos recentes: procedimentos cirúrgicos, principalmente ortopédicos, aumentam o risco. Idade avançada: o risco cresce com o envelhecimento. Obesidade: o excesso de peso interfere na circulação. Tabagismo: o cigarro altera a coagulação do sangue. Uso de anticoncepcionais hormonais e terapia hormonal: pode alterar a coagulação em algumas mulheres. Histórico familiar ou pessoal de trombose: predisposição genética ou episódios anteriores elevam o risco. Doenças crônicas: como câncer, insuficiência cardíaca e doenças inflamatórias. Sinais e sintomas que merecem atenção Detectar os primeiros sinais da trombose pode evitar consequências graves. Embora nem sempre presentes, os sintomas mais comuns da trombose venosa profunda incluem: Dor intensa e persistente em um dos membros, geralmente nas pernas; Inchaço unilateral, com sensação de peso; Vermelhidão ou descoloração da pele; Sensação de calor na área afetada. No caso da embolia pulmonar, os sintomas podem ser falta de ar súbita, dor no peito, taquicardia e até desmaios. Já a trombose arterial pode se manifestar com dores no peito, fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar ou perda súbita da visão. Diagnóstico e tratamento O diagnóstico da trombose é feito por meio de exames clínicos, ultrassonografia doppler venosa e, em casos mais complexos, tomografia ou ressonância magnética. O acompanhamento médico é essencial para o manejo da doença. O tratamento geralmente inclui o uso de anticoagulantes para evitar o crescimento do coágulo e a formação de novos trombos. Em alguns casos, procedimentos para remoção do coágulo podem ser indicados. O acompanhamento rigoroso e o cumprimento das orientações médicas são fundamentais para evitar complicações. Prevenção: a melhor estratégia Prevenir a trombose é a forma mais eficaz de evitar suas graves consequências. Especialistas recomendam medidas simples que ajudam a reduzir os riscos, tais como: Manter-se ativo, evitando longos períodos de imobilidade; Praticar exercícios físicos regularmente; Manter peso adequado e alimentação equilibrada; Evitar o tabagismo; Hidratar-se bem, principalmente em viagens longas; Seguir corretamente as orientações médicas em uso de medicamentos hormonais ou após cirurgias.