A trombose causou 489 mil internações em 11 anos (Adobe Stock) Quando um coágulo sanguíneo se forma onde não deveria, geralmente nas veias profundas das pernas ou coxas, corre-se o risco de uma reação em cadeia que pode resultar em obstrução, dor, inchaço e até consequências fatais. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A condição conhecida como Trombose possui fatores de risco, sintomas que nem sempre são evidentes, e complicações graves. Dados recentes do Ministério da Saúde mostram que o problema ganha corpo no Brasil: entre janeiro de 2012 e agosto de 2023, foram registradas mais de 489 mil internações por tromboses venosas profundas. Segundo estimativas, a incidência da trombose no Brasil gira em torno de 1 a 2 casos por mil habitantes por ano, o que pode significar até cerca de 400 mil casos anuais. O que é Segundo o Ministério da Saúde, trombose é a formação de um coágulo sanguíneo em uma ou mais veias grandes, geralmente nas pernas ou coxas, que bloqueia o fluxo normal de sangue. Quando esse coágulo se solta e viaja pela corrente sanguínea até órgãos vitais, como pulmões, coração ou cérebro, pode ocorrer o que se chama de embolia, quadro que exige urgência. Existem dois tipos, a trombose venosa, mais comum, atinge veias profundas das pernas. E a arterial, que é a formação de coágulos em artérias, podendo levar a infarto ou AVC. A formação de coágulos envolve três principais ‘ingredientes’: estase sanguínea (fluxo lento do sangue), lesão endotelial (paredes dos vasos danificadas) e hipercoagulabilidade (sangue com maior tendência a coagular). A trombose pode passar despercebida em muitos casos não há sintomas claros. Por isso, é preciso ficar atento, já que, quanto mais rápido for o diagnóstico, maiores são as chances de sucesso no tratamento. Segundo o Ministério da Saúde, a trombose é a terceira maior causa de morte cardiovascular no País. Tipos TROMBOSE VENOSA PROFUNDA (TVP) É a mais comum e ocorre quando um coágulo se forma nas veias profundas das pernas ou das coxas, bloqueando a circulação do sangue. Esse coágulo pode se desprender e atingir órgãos vitais, como os pulmões, causando uma embolia — quadro grave que exige atendimento imediato. TROMBOSE ARTERIAL Acontece nas artérias, responsáveis por levar o sangue do coração para o resto do corpo. Quando o coágulo bloqueia essa passagem, impede que o sangue oxigenado chegue aos tecidos, podendo provocar infarto ou AVC. Fatores de risco — Imobilização prolongada (repouso, hospitalização, longas viagens) — Cirurgias, traumas e fraturas, especialmente nas pernas ou quadril — Uso de anticoncepcionais hormonais, gravidez, pós-parto — Tabagismo, obesidade, varizes, idade avançada — Histórico familiar ou condições que aumentam a coagulação Sintomas — Inchaço ou aumento de volume em uma perna ou coxa — Dor ou sensação de peso na região afetada — Calor, vermelhidão ou coloração arroxeada da pele — Veias mais visíveis ou endurecidas. — Se o coágulo migrar para os pulmões, quadro de embolia pulmonar, pode haver: falta súbita de ar, dor no peito, tosse com sangue ou colapso circulatório Tratamento — Anticoagulantes impedem o crescimento e formação de novos coágulos — Meias de compressão melhoram o retorno venoso, especialmente no pós-trombose — Em casos críticos, filtros de veia cava ou procedimentos invasivos para remoção de trombos. (Menos comuns) Prevenção — Movimente-se com frequência, especialmente se permanecer muito tempo sentado ou em viagem longa — Manter atividade física regular, evitar sedentarismo — Controlar o peso, combater obesidade — Evitar tabagismo e uso inadequado de hormônios — Durante períodos de hospitalização ou cirurgia, seguir orientações médicas quanto à mobilização e uso de compressão