(Adobe Stock) Falsa sensação de movimento ou de rotação (vertigem), perda de equilíbrio ou instabilidade, estado de flutuação ou de oscilação são alguns dos sintomas mais comuns de tontura, um problema que pode trazer limitações e comprometer a qualidade de vida das pessoas. Estima-se que cerca de 30% da população mundial apresentarão tontura em algum momento da vida. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Como a tontura pode aparecer por diversas razões, como alterações auditivas, metabólicas, neurológicas, cardiovasculares, problemas ligados à coluna cervical ou transtornos de ansiedade, entre outros fatores, o tratamento adequado vai depender da causa e dos sintomas associados. Por isso, o diagnóstico preciso é essencial e deve ser realizado por uma equipe multiprofissional que inclui o fonoaudiólogo. “O fonoaudiólogo é essencial na avaliação e no tratamento das alterações do equilíbrio e do sistema vestibular, com exercícios personalizados para cada caso”, afirma Pollyne Martins Moraes, do Conselho Regional de Fonoaudiologia da 2ª Região. De acordo com a profissional, uma das formas de abordagem para a recuperação dos pacientes é a reabilitação vestibular (RV). A RV é um tratamento complementar, não invasivo, baseado em manobras e exercícios físicos repetitivos de olhos, cabeça e corpo, que visam à recuperação do equilíbrio. “Quando bem indicada, traz diversos benefícios aos pacientes. Trata-se de um método seguro, com baixo risco de efeitos colaterais que, quando presentes, costumam ser leves e transitórios, e que atua diretamente sobre o quadro já instalado, sem gerar dependência do tratamento”, garante. Detalhes Embora a tontura seja comum em todas as idades, é uma queixa mais frequente entre os idosos. O número de sessões necessárias varia de pessoa para pessoa, de acordo com a queixa, os sintomas apresentados e a alteração funcional identificada. Há casos resolvidos em uma ou duas sessões; outros podem demandar de seis a oito sessões ou acompanhamento por alguns meses. “Vai depender de como cada paciente responde ao tratamento. Por isso, a RV deve ser realizada de forma individualizada”, conclui Pollyne. REABILITAÇÃO VESTIBULAR OBJETIVO Reduzir tonturas e vertigens, melhorar o equilíbrio e a estabilização do olhar durante movimentos INDICAÇÕES Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB), labirintite, neurite vestibular, doença de Ménière e tonturas crônicas EXERCÍCIOS Envolvem manobras de reposicionamento (para cristais soltos), movimentos repetitivos de cabeça, olhos e corpo, além de treinos de equilíbrio PROFISSIONAIS Realizada por fisioterapeutas ou fonoaudiólogos capacitados, frequentemente recomendada por otorrinolaringologistas PILARES Baseia-se na adaptação (ajustar o sistema), habituação (reduzir a sensibilidade a movimentos) e substituição (usar outras estratégias sensoriais) Causas de tontura - Problemas no ouvido interno (labirintite/vestibulares): a causa mais comum, incluindo labirintite, VPPB (tontura ao mover a cabeça) e doença de Ménière - Causas neurológicas: enxaqueca vestibular, tumores cerebrais ou AVC - Causas metabólicas e circulatórias: hipoglicemia (açúcar baixo), desidratação, pressão baixa ao levantar (hipotensão postural), anemia ou colesterol alto - Causas emocionais: ansiedade, estresse e síndrome do pânico - Outras causas: problemas na coluna cervical (hérnia), efeitos colaterais de medicamentos, deficiência de vitamina B12 ou ferro, e infecções - Sinais de alerta (busque ajuda médica imediata): tontura acompanhada de dor de cabeça súbita e intensa, alterações na fala, fraqueza muscular, formigamentos, perda de coordenação ou visão dupla pode indicar um AVC