( Divulgação ) Sucesso de vendas no Brasil, os SUVs caíram mesmo no gosto dos brasileiros. A sigla significa Sport Utility Vehicle, ou Veículo Utilitário Esportivo, em português. A versatilidade cativa muito os compradores. E há outras razões, segundo Jairo Vicente Leal Júnior, um dos proprietários da loja Laerte Automóveis, de Praia Grande. “São realmente um sucesso, principalmente os modelos fabricados de 2020 a 2025. Os SUVs são compactos, fáceis de dirigir e estacionar, tornando-se o carro do dia a dia. Antes, eram muito grandes, feitos para estrada e muito cansativos e pesados na cidade”, justifica. Segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), o setor automotivo registrou 2.484.740 vendas em 2024. Do total, 48,2% são somente de SUVs - 1.198.142 emplacamentos -, o que representa um crescimento em relação ao ano anterior, quando o segmento representou 45,5% de todas as unidades comercializadas. Também de acordo com a entidade, o modelo mais vendido em 2024 foi o T-Cross, da Volkswagen, com 83.990 unidades. A diferença é de 14.559 para o segundo colocado, o Tracker, da GM, com 69.431. “O custo-benefício é o principal fator. É um carro que tanto serve para usar na cidade quanto serve para viajar, ou seja, evita-se ter um segundo veículo. Antigamente, você tinha o carro de passeio, que era o de estrada, o da família, e o seu carro do cotidiano. Hoje não. Com esses novos modelos de SUV, você tem um carro só e otimiza tudo, com menos IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) para pagar e menos despesas. Todos eles ficaram mais acessíveis, diminuíram os tamanhos e, sendo mais compactos, ficaram melhores de dirigir no dia a dia”, explica Leal. Os SUVs preferidos de homens e mulheres também variam, de acordo com o dono do estabelecimento. “Realmente são duas vendas diferentes. Enquanto a mulher quer um SUV tipo Renegade (Jeep), Tracker (GM) ou Creta (Hyundai), os homens preferem os SUVs como X1 (BMW), Fastback (Fiat) ou Q3 (Audi). Os SUVs maiores estão mais difíceis de vender”, afirma. Experiência própria O próprio Jairo Vicente Leal Júnior não abandona mais o SUV graças às experiências vividas com a família. “Nós sempre tivemos Santa Fé (Hyundai), Edge (Ford), Zafira (Chevrolet). Aqui éramos três filhos, eu e a esposa. A gente ia para o sítio e tinha que ter o carro grande e alto para levar malas e trazer coisas de lá. Hoje a gente se acostumou tanto com a SUV que não queríamos perdê-la. Graças a essa modernidade e SUVs mais compactas, compramos uma Fastback que está servindo muito bem, até porque também o mais velho já casou e, agora, somos em quatro. Dá para carregar bastante bagagem, o porta-malas é bom”, conta. Fascínio faz Flávio projetar nova troca A trajetória do gerente de tecnologia Flávio da Silva Simões, de 44 anos, com as SUVs é antiga. E possui dois marcos temporais possíveis. “Sempre gostei de veículos maiores e encontramos no SUV o meio-termo entre um veículo espaçoso e a facilidade para andar na cidade ou viagens. Se consideramos a época das minivans, a história começou em 2012 com a Idea (Fiat) e estamos no quarto. Se ficarmos nos SUVs, iniciamos em 2017 e já estamos no terceiro”, explica o morador do Embaré, em Santos. Casado e pai de uma filha, Flavio comprou há quase um ano um Creta 2020, da Hyundai, e já tinha um Kicks 2020, da Nissan. “Planejamos a troca para este ano e há grandes chances de optarmos por um SUV. Ainda não escolhemos o modelo, mas já estamos acompanhando os atuais e novidades de 2025”, projeta.