O soluço é, na maioria das vezes, um incômodo passageiro e inofensivo (Divulgação / FreePik) Quem nunca foi surpreendido por um soluço no meio de uma conversa ou de uma refeição? Esse som involuntário, às vezes constrangedor, é resultado de uma reação natural do corpo. O soluço ocorre quando o diafragma, músculo responsável pela respiração, sofre contrações involuntárias. A cada espasmo, as cordas vocais se fecham rapidamente, produzindo o som característico: “hic”. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo especialistas, o soluço é um reflexo do sistema nervoso que tenta restabelecer o equilíbrio da respiração. Em situações comuns, ele surge de forma passageira e desaparece em poucos minutos, mas há casos em que pode durar horas ou até dias, exigindo avaliação médica. As causas mais comuns do soluço O soluço pode ter origens diversas, muitas vezes ligadas a comportamentos simples do dia a dia. Entre as causas mais frequentes estão: Comer muito rápido ou em excesso: o estômago distendido pressiona o diafragma. Ingerir bebidas gaseificadas: o gás acumulado estimula o músculo. Beber ou fumar em excesso: o álcool e a nicotina irritam o nervo frênico, ligado ao diafragma. Mudanças bruscas de temperatura: alternar líquidos quentes e frios pode causar contrações involuntárias. Emoções fortes: rir demais, ansiedade, susto ou nervosismo também podem desencadear o reflexo. Em bebês, o soluço é ainda mais comum e totalmente normal, geralmente resultado da imaturidade do sistema respiratório. Como parar o soluço: o que realmente funciona Não faltam receitas caseiras e truques populares para acabar com o soluço. Muitos funcionam justamente porque interferem no padrão respiratório ou estimulam o nervo vago, que ajuda a controlar o diafragma. A seguir, alguns dos métodos mais eficazes segundo especialistas: Prender a respiração por alguns segundos: aumenta a concentração de dióxido de carbono no sangue, relaxando o diafragma. Beber água em goles lentos: ajuda a regular o ritmo da respiração e interrompe os espasmos. Chupar um pedaço de limão ou engolir açúcar: o sabor intenso estimula terminações nervosas que “distraiem” o cérebro do reflexo. Tapar o nariz e engolir: cria uma leve pressão no sistema respiratório, interrompendo o ciclo do soluço. Respirar fundo e expirar lentamente: técnicas de respiração controlada, semelhantes às usadas em ioga, também podem funcionar. Curiosamente, o velho truque de levar um susto tem fundamento fisiológico, o susto ativa o sistema nervoso e pode “resetar” o reflexo que causa o soluço. Quando o soluço é sinal de alerta Embora na maioria das vezes seja passageiro, o soluço pode indicar algo mais sério se durar mais de 48 horas ou vier acompanhado de outros sintomas, como dor, falta de ar ou perda de apetite. Nesses casos, médicos alertam que ele pode estar associado a problemas neurológicos, gástricos ou metabólicos, incluindo: Refluxo gastroesofágico Inflamação do diafragma Lesões no sistema nervoso central Distúrbios renais ou diabetes descompensado Quando o soluço se torna persistente, o ideal é procurar um clínico geral ou um gastroenterologista para investigação. Em casos raros, o tratamento pode envolver medicamentos que atuam sobre o sistema nervoso. Curiosidades sobre o soluço O maior registro de soluço da história pertence a um norte-americano chamado Charles Osborne, que soluçou por inacreditáveis 68 anos. Soluços também acontecem em outros animais, como cães e gatos, especialmente quando filhotes. O som do soluço varia de pessoa para pessoa, dependendo do tamanho da glote e da força da contração.