(Divulgação) Coceira, descamação esbranquiçada no couro cabeludo, oleosidade excessiva e pequenos “flocos” nos fios ou nos ombros são sinais comuns de caspa. O problema é considerado uma forma leve da dermatite seborreica, uma condição inflamatória crônica que afeta áreas ricas em glândulas sebáceas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Apesar da crença popular de que tomar sol no cabelo pode “secar” a caspa, especialistas alertam que o efeito existe apenas de forma limitada e não substitui o tratamento adequado. A exposição solar, em alguns casos, pode reduzir temporariamente a descamação, já que a radiação ultravioleta apresenta ação anti-inflamatória e pode diminuir a proliferação da Malassezia, levedura envolvida no surgimento da caspa e da dermatite seborreica. Segundo a dermatologista Paula Chicralla, “o sol não trata a causa da doença e, portanto, não substitui o tratamento adequado. A dermatite seborreica é uma condição inflamatória crônica, que precisa ser controlada com abordagem contínua e individualizada.” A melhora geralmente ocorre em quadros leves, com pouca vermelhidão, pouca coceira e predomínio de oleosidade. Nesses casos, alguns minutos de sol em horários seguros podem trazer alívio discreto da descamação. A recomendação é evitar a exposição entre 10h e 16h, quando a radiação é mais intensa, preferindo o início da manhã ou final da tarde, por tempo curto. Quando pode piorar Excesso de sol pode ter efeito contrário: a radiação ultravioleta compromete a barreira da pele, aumenta a perda de água e favorece irritação local, deixando o couro cabeludo ressecado e descamando ainda mais. O sol também pode agravar quadros mais inflamados, com vermelhidão intensa, ardência e sensibilidade, principalmente em pacientes com outras condições, como psoríase, lúpus, rosácea ou fotossensibilidade. A dermatologista Natasha Crepaldi reforça que “em casos graves e resistentes, a fototerapia com UVB narrow-band feita em consultório pode ser indicada, mas isso não significa que tomar sol sem orientação seja seguro.” Fatores que favorecem crises recorrentes Alguns hábitos podem piorar a caspa: lavar o cabelo com pouca frequência, usar água muito quente, dormir com o cabelo molhado e aplicar produtos oleosos diretamente na raiz. Estresse crônico, privação de sono, consumo excessivo de álcool, dieta rica em ultraprocessados e picos glicêmicos também podem intensificar a inflamação. Em certos pacientes, deficiências nutricionais de zinco, vitamina D, biotina e ácidos graxos essenciais podem estar associadas ao agravamento do quadro. Cuidados essenciais Dermatologistas reforçam que a melhor forma de controlar a caspa é seguir orientação médica, usar produtos adequados para o couro cabeludo, manter hábitos saudáveis e evitar excessos de sol sem proteção.