Síndrome caracterizada pela dificuldade na interação social é enquadrada como transtorno do espectro autista (FreePik) Autismo leve ou autismo de alta funcionalidade são expressões associadas à síndrome de Asperger. O que poucos sabem é que essa nomenclatura deixou de ser utilizada em 2013, quando a maioria das pessoas com o diagnóstico foi enquadrada no transtorno do espectro autista (TEA) como autista nível 1 de suporte. O psicólogo Leandro Cunha explica que a síndrome de Asperger era uma condição caracterizada por dificuldades na interação social, além de padrões de comportamento repetitivos e interesses restritos, conhecidos como hiperfocos. Distinguia-se do autismo clássico por não apresentar atraso cognitivo global e porque a comunicação verbal se fazia presente. “Por isso, Asperger era associada a termos como autismo leve ou autismo de alta funcionalidade”, destacou. “Comportamentos antes atribuídos à síndrome ainda são observados no diagnóstico de TEA. O que mudou foi a ausência da separação formal, considerando que o espectro varia em intensidade e frequência de características”. A síndrome de Asperger foi descrita inicialmente pelo pediatra austríaco Hans Asperger, em 1944, após observar pacientes com dificuldades de interação social. Anos depois, a condição passaria a figurar como categoria diagnóstica distinta. Desde 2013, entretanto, a síndrome passou a integrar o escopo do TEA.