A superstição envolvendo a sexta-feira 13 é resultado da combinação de dois elementos historicamente vistos como negativos em diferentes culturas: o número 13 e a sexta-feira (Pixabay) A sexta-feira 13 é, para muitos, sinônimo de azar. Basta o calendário marcar a data para que histórias de má sorte, filmes de terror e rituais de proteção voltem à tona. Mas de onde surgiu essa fama? Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A superstição envolvendo a sexta-feira 13 é resultado da combinação de dois elementos historicamente vistos como negativos em diferentes culturas: o número 13 e a sexta-feira. Por que o número 13 é considerado “azarado”? Uma das explicações mais conhecidas está na tradição cristã. Na Última Ceia, havia 13 pessoas à mesa, Jesus e seus 12 apóstolos, e o 13º a se sentar teria sido Judas Iscariotes, que o traiu. A crucificação de Jesus também teria ocorrido em uma sexta-feira, reforçando a associação negativa. Além disso, o número 12 sempre foi visto como símbolo de completude: 12 meses do ano, 12 signos do zodíaco, 12 tribos de Israel, 12 apóstolos. O 13, por vir logo depois, seria interpretado como algo que rompe essa harmonia. Em alguns países, o medo é tão forte que prédios pulam o 13º andar, hotéis evitam o número nos quartos e companhias aéreas não utilizam a fileira 13. E a sexta-feira? Na tradição cristã medieval, a sexta-feira já era considerada um dia de infortúnio por ter sido o dia da crucificação. Há também lendas que apontam que grandes tragédias bíblicas teriam ocorrido nesse dia. Na cultura popular moderna, o cinema ajudou a consolidar o temor. A franquia de terror “Sexta-Feira 13”, com o personagem Jason Voorhees, transformou a data em sinônimo de suspense e medo para novas gerações. Superstições mais comuns Ao longo dos anos, diversas crenças passaram a circular especialmente na sexta-feira 13. Entre elas: Evitar passar debaixo de escadas Não quebrar espelhos Fugir de gatos pretos cruzando o caminho Bater na madeira para afastar o azar Usar roupas ou acessórios “da sorte” Apesar disso, há culturas em que o 13 não é visto como algo negativo. Em alguns países, o número é associado à transformação e renovação. Medo real? Existe até um termo para o medo excessivo da sexta-feira 13: parascavedecatriafobia. Embora raro, ele descreve pessoas que realmente evitam viajar, fechar negócios ou tomar decisões importantes nessa data. Para especialistas, a crença é resultado de construções culturais que atravessam gerações. Mesmo quem diz não acreditar pode acabar evitando certos riscos “por via das dúvidas”. No fim das contas, azar ou coincidência, a sexta-feira 13 continua despertando curiosidade, e garantindo assunto nas rodas de conversa.