(Pixabay) Para muita gente, a sexta-feira 13 é um dia em que tudo pode dar errado. Há quem evite tomar decisões importantes, viajar ou até sair de casa. Apesar disso, especialistas afirmam que não existe qualquer evidência científica de que a data seja mais azarada que qualquer outra do calendário. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Ainda assim, o medo e as superstições envolvendo o dia persistem há séculos e fazem parte da cultura popular em diversas partes do mundo. A mistura de dois símbolos considerados “azarados” A origem da fama da sexta-feira 13 está na combinação de dois elementos que já eram vistos com desconfiança em diferentes tradições: a sexta-feira e o número 13. O número 13 ganhou reputação negativa por aparecer logo depois do 12, considerado um número “perfeito” em várias culturas — como os 12 meses do ano, os 12 signos do zodíaco e os 12 apóstolos de Jesus. Já a sexta-feira, em tradições cristãs, ficou marcada como o dia da crucificação de Jesus Cristo, o que ajudou a associá-la a acontecimentos trágicos. Com o tempo, a junção desses dois símbolos acabou consolidando a crença de que a sexta-feira 13 seria um dia de azar. Lendas e histórias que reforçaram a superstição Algumas narrativas antigas também contribuíram para fortalecer o mito. Uma delas vem da mitologia nórdica: a história conta que um banquete com 12 deuses foi interrompido pela chegada inesperada de Loki, o deus da trapaça. O episódio terminou com a morte do deus Balder, dando origem à crença de que reuniões com 13 pessoas trazem má sorte. Outro episódio frequentemente citado ocorreu em 13 de outubro de 1307, quando o rei da França ordenou a prisão em massa dos Cavaleiros Templários. Como a data caiu em uma sexta-feira, muitos passaram a relacionar o dia a tragédias históricas. O medo que atravessa gerações Apesar de sua origem incerta, a superstição se espalhou pelo mundo e continua presente no imaginário popular. Em alguns países, hotéis evitam o número 13 em quartos ou andares, e há pessoas que mudam seus planos para não “desafiar a sorte”. Especialistas explicam que esse comportamento está ligado à força cultural das superstições. Mesmo quem não acredita pode acabar agindo com cautela, simplesmente para não “testar o destino”. No fim das contas, embora o medo da sexta-feira 13 continue alimentando histórias e curiosidades, estudos mostram que acidentes, cirurgias ou outros eventos não são mais frequentes nesse dia do que em qualquer outro. Ou seja, para a ciência, trata-se apenas de mais um dia comum no calendário — ainda que cercado por séculos de mistério e imaginação.