Descobrir que o cachorro come cocô costuma assustar muitos tutores. Além de causar desconforto, o comportamento também gera preocupação sobre a saúde do animal. Conhecida como coprofagia, a prática pode ter causas físicas e emocionais e exige atenção, paciência e mudanças na rotina do pet. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo especialistas, a ingestão de fezes pode estar relacionada a problemas digestivos, deficiência nutricional, ansiedade, estresse e até ao comportamento aprendido dentro de casa. Por isso, a recomendação inicial é procurar avaliação veterinária para investigar possíveis doenças e orientar o tratamento adequado. Além das causas médicas, alguns hábitos dos próprios tutores podem acabar incentivando o problema sem perceber. Broncas exageradas podem piorar a situação Muitos tutores reagem com gritos ou punições ao flagrar o cachorro ingerindo fezes. No entanto, especialistas alertam que essa atitude pode reforçar o comportamento. Isso porque o animal associa a ação à atenção recebida e entende que ganha foco quando faz aquilo. Em alguns casos, o medo da bronca faz com que o cão passe a comer as fezes rapidamente para esconder o “erro”. Ambiente sujo favorece a coprofagia Outro erro comum é demorar para recolher as fezes do ambiente. Quando o cocô permanece no quintal ou em locais onde o cachorro circula, ele pode acabar interagindo com a sujeira por tédio ou curiosidade. Com o tempo, esse hábito pode se transformar em comportamento recorrente. A orientação é recolher os dejetos logo após o animal fazer as necessidades. Alimentação influencia no comportamento A qualidade da ração também pode interferir diretamente na coprofagia. Alimentos de baixa qualidade possuem menor absorção nutricional, fazendo com que parte do cheiro e dos resíduos da comida permaneçam nas fezes. Esse odor acaba atraindo o cachorro. Por isso, veterinários costumam recomendar rações premium ou super premium, que oferecem melhor digestão e equilíbrio nutricional. Limpar o cocô na frente do animal pode estimular imitação Os cães aprendem muito observando os tutores. Ao ver o dono recolhendo as fezes frequentemente, alguns animais podem interpretar a ação como uma tentativa de “limpeza” do ambiente e passar a reproduzir o comportamento. Uma alternativa é distrair o pet com brinquedos ou outra atividade enquanto o espaço é higienizado. Tédio e ansiedade também são gatilhos A falta de estímulos físicos e mentais está entre os fatores que mais contribuem para problemas comportamentais em cães. Animais que passam muito tempo sozinhos podem desenvolver ansiedade, estresse e manias destrutivas. Nesse cenário, comer as próprias fezes pode surgir como forma de distração. Passeios diários, brincadeiras e enriquecimento ambiental ajudam a reduzir a ansiedade e melhoram a qualidade de vida do animal. Apesar de ser um comportamento relativamente comum, a coprofagia não deve ser ignorada. O acompanhamento veterinário e mudanças simples na rotina podem fazer diferença no controle do problema.