O equipamento deve ser trocado se fizer barulho ou vibrar quando acionado pelo condutor (FreePik) Para poder dirigir em segurança na chuva, é fundamental que as palhetas do para-brisa estejam em perfeitas condições de uso para evitar situações de risco. “A conservação e a manutenção desse item garantem a eficiência na limpeza dos vidros dianteiros e traseiros, nos veículos que possuem, e também permitem prolongar a vida útil das palhetas, contribuindo para a segurança na condução do veículo sob chuva. Adotar alguns cuidados no dia a dia ajuda a manter o funcionamento adequado”, explica o coordenador do Centro de Tecnologia, Treinamento e Inovação da DPaschoal (CTTi), Danilo Ribeiro. Preservação O motorista até pode lavar a estrutura das palhetas, mas não é recomendado limpar a borracha, pois existe uma fina camada de grafite que assegura um deslizamento mais suave pelo vidro, além de proporcionar maior proteção aos raios UV (ultravioleta). Se a necessidade de limpeza for inevitável, pode-se passar um pano úmido de forma bem leve, sem esfregar, retirando sujeira e resíduos que podem ter se fixado no acessório. Para isso, utilize sabão neutro, mas deve-se evitar produtos abrasivos, especialmente por conta da borracha, que é uma parte importante do item e precisa ser preservada para se manter funcionando adequadamente. Inclusive, a borracha deve ser verificada constantemente para conferir o seu estado de conservação. Levante o braço da palheta e observe se a borracha não está cortada ou serrilhada. Outro teste possível é acionar o jato do limpador de vidros por 20 a 30 segundos e observar se ele limpa corretamente. Evite deixar as palhetas expostas ao sol intenso, pois isso reduz a vida útil do acessório, causando ressecamento e rachaduras. Uma dica é manter os braços erguidos quando o veículo permanecer por longos períodos exposto ao sol. Ao usar as palhetas, certifique-se de que não há nada que possa atrapalhar a sua atuação, como folhas e galhos, pois tiram a eficiência do equipamento e podem até riscar o vidro. Se possível, evite acionar as palhetas com o vidro seco; tente sempre usá-las com o vidro úmido ou molhado para não forçar o motor do equipamento e prejudicar o acessório. Outra dica é acionar o jato d’água ao menos uma vez por semana para hidratar as borrachas. Sinais de Atenção e Troca Se notar que, ao acionar as palhetas, elas não funcionam adequadamente (fazem barulhos, vibram ou trepidam e deixam rastros de água), é sinal de que vale a pena passar por uma revisão para verificar a necessidade de troca, pois pode ser problema no braço ou na borracha. Caso perceba que as palhetas não limpam corretamente o vidro, isso pode ser sinal de problema na borracha (ressecamento ou rachaduras). Nesse caso, é hora de efetuar a troca. Ao observar as palhetas e identificar a estrutura plástica trincada ou rachada, é sinal de que o acessório está sem condições de uso e pode te deixar na mão na hora da chuva. A troca deve ser providenciada imediatamente para evitar o risco de não funcionar quando necessário. As palhetas têm vida útil média de 6 a 12 meses, então vale a atenção ao tempo de uso, que também é um indicativo de necessidade de substituição. O recomendado é fazer a troca em um centro automotivo. O equipamento deve ser trocado se fizer barulho ou vibrar quando acionado pelo condutor do veículo.