Os olhos do pescado devem estar brilhantes e salientes, nunca opacos ou fundos (Isabela Carrari/ Prefeitura de Santos ) Com a aproximação da Páscoa, período em que o consumo de pescado cresce em todo o Brasil ,especialmente na Sexta-Feira Santa, aumenta também a preocupação dos consumidores em relação à qualidade dos alimentos. Saber identificar se o peixe está fresco é essencial para garantir sabor, segurança alimentar e evitar prejuízos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Para ajudar nessa escolha, especialistas destacam que a atenção deve começar já no local de compra. Dar preferência a estabelecimentos regularizados pela Vigilância Sanitária é o primeiro passo para evitar problemas. Na hora de avaliar o pescado, alguns sinais são fundamentais. Os olhos devem estar brilhantes e salientes, nunca opacos ou fundos. As brânquias precisam apresentar coloração avermelhada, com aspecto úmido e sem presença de muco. Já as escamas devem estar firmes, bem aderidas ao corpo e com brilho natural. Outro indicativo importante é a textura da carne: ela deve ser consistente e elástica, voltando ao normal após ser pressionada. O cheiro também é decisivo, o odor deve ser suave, lembrando o mar. Cheiros fortes ou desagradáveis indicam que o peixe não está próprio para consumo. Além da aparência, a conservação faz toda a diferença. O pescado fresco precisa estar armazenado sobre gelo, com temperatura próxima de 0°C. A ausência de refrigeração adequada pode acelerar a deterioração e comprometer a qualidade do produto. Uma dica prática para o consumidor é deixar a compra do peixe para o final das compras, reduzindo o tempo em que ele permanece fora da refrigeração. Peixe congelado também exige atenção O peixe congelado pode ser uma alternativa segura, desde que alguns cuidados sejam observados. É importante verificar a data de validade, checar se há cristais de gelo dentro da embalagem, o que pode indicar descongelamento prévio, e garantir que o freezer esteja a -18°C. Especialistas alertam ainda que o pescado nunca deve ser recongelado após o descongelamento, pois isso aumenta o risco de contaminação. Alimento nutritivo e aliado da saúde Além de saboroso, o pescado é considerado uma das proteínas mais completas do ponto de vista nutricional. Rico em ômega 3, ele contribui para a saúde do coração e do cérebro, além de ser fonte de proteínas de alta digestibilidade. O alimento também reúne vitaminas importantes, como A, D e do complexo B, especialmente a B12, e minerais essenciais como ferro, cálcio, fósforo e iodo. Estudos indicam que o consumo de peixe de duas a três vezes por semana pode ajudar na prevenção de doenças cardiovasculares e no bom funcionamento do organismo. Outra recomendação é diversificar o consumo, incluindo espécies menos conhecidas, o que contribui tanto para uma alimentação mais variada quanto para o fortalecimento da economia regional. Informação ajuda a consumir melhor Para orientar a população, instituições de pesquisa disponibilizam materiais educativos sobre conservação, nutrição e aproveitamento do pescado. O acesso à informação de qualidade é um aliado importante para que o consumidor faça escolhas mais seguras e conscientes, especialmente em períodos de maior demanda como a Páscoa.