Com a chegada do outono e a redução das temperaturas, muitas pessoas começam a perceber um aumento nas dores nas articulações. O que nem todos sabem é que esse desconforto pode estar relacionado à artrose, doença degenerativa que afeta milhões de brasileiros e costuma apresentar piora dos sintomas durante os períodos mais frios do ano. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Caracterizada pelo desgaste progressivo da cartilagem que reveste as articulações, a artrose — também chamada de osteoartrite — provoca dor, rigidez e limitação dos movimentos. As regiões mais afetadas costumam ser joelhos, quadris, mãos e coluna. Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 528 milhões de pessoas convivem com osteoartrite em todo o mundo. No Brasil, dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia apontam que aproximadamente 15 milhões de pessoas acima dos 60 anos vivem com a doença. De acordo com o ortopedista Dr. Mateus Jerônimo, a queda de temperatura interfere diretamente na percepção da dor. “O frio provoca contração muscular e alterações na pressão atmosférica, o que pode aumentar a sensibilidade em articulações já comprometidas pela artrose”, explica. Embora o avanço da idade seja um dos principais fatores de risco, a condição não atinge apenas idosos. A incidência aumenta a partir dos 50 anos e se torna mais frequente após os 60, mas fatores como predisposição genética, excesso de peso e prática recorrente de atividades de alto impacto também podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Apesar de ainda não existir cura definitiva, os especialistas destacam que a artrose pode ser controlada quando identificada precocemente. Atualmente, diferentes abordagens terapêuticas ajudam a aliviar os sintomas, preservar a mobilidade e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. “A recomendação é procurar avaliação médica ao perceber dores persistentes nas articulações. Quanto antes iniciarmos o tratamento, maiores são as chances de reduzir a progressão da doença e preservar a funcionalidade”, reforça o médico. Entre os cuidados recomendados para os meses mais frios estão manter uma rotina regular de atividade física, evitar longos períodos de imobilidade, controlar o peso corporal e realizar acompanhamento médico especializado. Embora seja mais frequente com o envelhecimento, a artrose não deve ser encarada como uma consequência natural da idade. O acompanhamento adequado e a adoção de hábitos saudáveis podem fazer diferença na manutenção da autonomia e da qualidade de vida.