Quando a quantidade de queda de cabelo ou surgem falhas visíveis é motivo para preocupação (Divulgação) É comum notar alguns fios no travesseiro, no chão do chuveiro ou presos na escova. Mas até que ponto a queda de cabelo é considerada normal? Segundo dermatologistas, perder entre 50 e 100 fios por dia está dentro do esperado. O problema começa quando a quantidade aumenta ou surgem outros sintomas associados, como falhas visíveis, coceira no couro cabeludo ou afinamento dos fios. A queda capilar pode ser provocada por uma série de fatores — e em alguns casos, é um importante sinal de alerta do corpo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O ciclo natural do cabelo O cabelo humano segue um ciclo de crescimento dividido em três fases: anágena (crescimento), catágena (transição) e telógena (queda). Cerca de 90% dos fios estão na fase anágena, enquanto 10% já estão se preparando para cair. Por isso, é absolutamente normal perder de 50 a 100 fios por dia. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a queda natural dos fios não deve causar falhas ou rarefação visível. Se a pessoa está perdendo cabelo, mas continua com volume normal, provavelmente é apenas o ciclo capilar acontecendo, Quando a queda de cabelo é preocupante? Há situações em que a queda passa a ser considerada patológica, ou seja, associada a doenças ou desequilíbrios. Os principais sinais de alerta incluem: Perda de mais de 150 fios por dia (de forma contínua); Rarefação ou afinamento dos fios visível, especialmente no topo ou nas entradas; Coceira, dor, ardência ou descamação no couro cabeludo; Perda em tufos ao pentear ou lavar o cabelo; Presença de falhas circulares no couro cabeludo (alopecia areata); Queda repentina, geralmente associada a eventos de estresse ou traumas físicos. Principais causas da queda de cabelo excessiva A lista de fatores que podem provocar queda capilar intensa é extensa. Abaixo, os mais comuns: Estresse físico ou emocional: cirurgias, traumas, luto, burnout e ansiedade podem desencadear eflúvio telógeno, um tipo de queda intensa e temporária. Alterações hormonais: menopausa, pós-parto, síndrome dos ovários policísticos (SOP), uso de anticoncepcionais ou disfunções da tireoide. Deficiências nutricionais: falta de ferro, zinco, vitamina D, biotina e proteínas prejudicam a produção de queratina, essencial para os fios. Doenças autoimunes: como lúpus, alopecia areata e psoríase do couro cabeludo. Covid-19: uma das causas mais comuns de eflúvio nos últimos anos, principalmente entre mulheres. Uso inadequado de cosméticos ou procedimentos químicos: alisamentos, descolorações e excesso de calor (chapinha, secador). Genética: a alopecia androgenética, também conhecida como calvície, afeta homens e mulheres, geralmente após os 30 anos. Quando procurar um dermatologista? Se a queda persistir por mais de 2 meses, se houver falhas aparentes ou sintomas associados, é essencial procurar um dermatologista. O médico poderá realizar exames como tricoscopia (análise do couro cabeludo com aparelho de aumento), além de exames de sangue para identificar possíveis causas hormonais ou nutricionais. Quais são os tratamentos disponíveis? O tratamento depende da causa da queda e pode incluir: Suplementação de vitaminas e minerais; Tópicos de minoxidil (uso contínuo); Shampoos específicos com ação fortalecedora ou anti-inflamatória; Laser capilar ou LED terapêutico; Microagulhamento e drug delivery; Medicamentos via oral, como finasterida ou espironolactona (com prescrição); Transplante capilar, em casos irreversíveis. Hábitos que ajudam a prevenir a queda de cabelo Além de tratamentos, alguns cuidados ajudam a manter o couro cabeludo saudável: Evite prender o cabelo molhado ou usar penteados muito apertados; Lave os fios regularmente com shampoo adequado ao seu tipo de couro cabeludo; Mantenha uma alimentação rica em proteínas, vegetais verdes e gorduras boas; Beba bastante água; Reduza o estresse com atividades físicas, meditação ou terapia; Faça exames de rotina para avaliar possíveis desequilíbrios hormonais ou carências nutricionais.