A proporção de água e o modo de refogar os grãos fazem toda a diferença(Divulgação) Fazer arroz parece simples, até o momento em que a panela revela um resultado pegajoso, úmido demais e sem aquele aspecto soltinho. Apesar de ser um dos alimentos mais tradicionais da mesa brasileira, cozinhar arroz corretamente ainda é um desafio para muita gente. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo especialistas em gastronomia, o erro mais comum está em um detalhe que passa despercebido: a proporção de água e o modo de refogar os grãos. O arroz empapado geralmente não é culpa do tipo de arroz, mas da quantidade de líquido e do tempo de cozimento. A proporção certa faz toda a diferença O ponto de partida é usar a proporção exata entre arroz e água: Para o arroz branco comum, a medida ideal é duas partes de água para uma de arroz. No caso do arroz parboilizado, um pouco menos de água já é suficiente — cerca de 1 e ¾ de xícara. E o arroz integral precisa de mais tempo e líquido: três partes de água para uma de arroz. Outro erro frequente é mexer demais durante o cozimento. Isso quebra os grãos e libera amido, deixando a mistura grudenta. O ideal é refogar bem antes de adicionar a água, deixar cozinhar em fogo baixo e resistir à tentação de ficar mexendo. Refogar corretamente é o segredo do soltinho Antes da água, o refogado é o que garante sabor e textura. O tempo de refogar é o que define o sucesso do prato. O erro é colocar a água logo em seguida. O arroz precisa fritar um pouco no óleo ou azeite até os grãos ficarem levemente transparentes. Isso cria uma película que impede que o grão libere muito amido. Essa técnica, chamada de selagem dos grãos, é o que dá o aspecto soltinho típico do arroz feito em restaurantes. Outro truque é usar água quente — nunca fria —, para não interromper o processo de cozimento e evitar que o grão amoleça demais. Temperos e erros que atrapalham o resultado Usar muitos temperos líquidos, como molho pronto, vinagre ou caldos industrializados, também pode alterar a textura do arroz. Esses ingredientes contêm água e sódio em excesso, o que interfere na absorção natural do grão. A recomendação é apostar em cebola, alho, sal e ervas secas, sem exageros. Outro ponto que muitos ignoram é a escolha da panela. As panelas muito finas distribuem o calor de forma irregular. O arroz acaba queimando embaixo e ficando empapado em cima. As panelas de fundo grosso ou antiaderentes garantem um cozimento mais uniforme e controlado. Tempo e descanso: o toque final Mesmo acertando o ponto, o arroz pode empapar se for servido imediatamente após o cozimento. O ideal é deixar a panela tampada por 5 a 10 minutos após desligar o fogo. Esse descanso faz o vapor distribuir a umidade de forma uniforme e soltar os grãos naturalmente, sem precisar mexer com a colher. E se o arroz já empapou? Dá para salvar Se o arroz passou do ponto, ainda há solução. Um truque simples é espalhar o arroz em uma assadeira e levar ao forno por alguns minutos, para evaporar o excesso de água. Outra dica é acrescentar legumes refogados ou ovos mexidos, transformando o prato em um tipo de arroz à grega. Assim, o erro vira uma nova receita.