Olfato canino pode até ser usado em detecção de doenças, como câncer e diabetes, segundo estudos (Divulgação / freepik) Se você já viu seu cachorro farejando cada centímetro do chão durante passeios, saiba que ele não está apenas “curioso”. O olfato dos cães é uma verdadeira máquina sensorial, capaz de identificar informações invisíveis aos humanos, desde outros animais até alterações químicas no ambiente. Entender esse comportamento pode ajudar tutores a enriquecer a vida do animal e interpretar sinais que vão muito além de simples curiosidade. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O hábito de cheirar o chão é um dos comportamentos mais característicos dos cães. Segundo a veterinária especialista em comportamento animal, Mariana Tavares, “os cães usam o olfato como principal ferramenta para entender o mundo. Eles captam cheiros que nós, humanos, nem sequer conseguimos imaginar”. Enquanto o ser humano possui cerca de 5 milhões de receptores olfativos, um cão pode ter entre 220 e 300 milhões, dependendo da raça. Isso significa que os odores ao redor carregam informações sobre presença de outros animais, marcação territorial, comida e até sinais de perigo. Por que eles cheiram tanto: Exploração do ambiente: Cada passeio é uma oportunidade de mapear o território. O chão fornece pistas sobre outros cães, pessoas e animais que passaram por ali. Comunicação social: O cheiro contém “mensagens químicas” sobre idade, sexo, saúde e até humor de outros cães. Instinto natural: Descendente de lobos, os cães usam o olfato para caçar, localizar alimentos e reconhecer ameaças. Estimulação mental: O ato de farejar é cognitivamente estimulante. Cães que farejam mais tendem a ter menos comportamentos destrutivos por tédio. Para donos que querem enriquecer a rotina do cachorro, Mariana recomenda passeios mais longos e diversificados, permitindo que ele explore cheiros diferentes, além de atividades de busca e brinquedos com aromas escondidos. No entanto, é importante estar atento: farejar objetos e lugares inadequados pode expor o animal a parasitas, produtos tóxicos ou substâncias perigosas. Supervisão e cuidados veterinários são essenciais. Curiosidade científica: Estudos recentes indicam que o olfato canino pode até ser usado em detecção de doenças, como câncer e diabetes, graças à capacidade de identificar alterações químicas mínimas no corpo humano. Ou seja, aquele cachorro que parece apenas “cheirador” pode ser um verdadeiro detetive natural.