Você já reparou que, no calendário, 6/9 ou “meia-nove” tem tudo a ver com sexo? Foi esse trocadilho que despertou a imaginação da marca de preservativos Olla em 2008 e deu origem ao Dia do Sexo no Brasil. Mais do que uma manobra de marketing, a data acabou se transformando num espaço para discussões sobre prazer, saúde e prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Como tudo começou A ideia surgiu com o mote: “Se existe Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Crianças, por que não um Dia do Sexo?” A campanha publicitária,— concebida por José de Araújo (Inaltex) e pela agência Age,— buscava justamente destacar que essas celebrações familiares só existem graças ao sexo. Com um humor bem-humorado e provocativo, a campanha ganhou força em anúncios, e-mail marketing, redes sociais e no site oficial criado para a iniciativa Correio Braziliense. Até chegou a incentivar um abaixo-assinado endereçado à Câmara dos Deputados, em busca de tornar o dia uma data oficial no Brasil. Ainda que essa proposta não tenha avançado, a ideia se espalhou pela internet — especialmente no Orkut — impulsionando a popularização da data. Uma data que virou símbolo Apesar de informal, o Dia do Sexo se fixou no calendário simbólico dos brasileiros, sobretudo nas redes sociais. A natureza irônica da data, 6/9, tornou o 6 de setembro um dia emblemático, usado por diversas empresas e perfis digitais como gatilho para campanhas que colocam em pauta sexo, prazer e proteção. Além do humor: sexualidade em debate O Dia do Sexo também carrega uma função educativa. Em meio às piadas sobre o dia, muita gente aproveita a ocasião para discutir temas importantes como orgasmo feminino, prazer saudável, consentimento e prevenção de ISTs. Alguns estabelecimentos, desde motéis e restaurantes até floriculturas e marcas de preservativos, adotam a data para abordar esses assuntos com mais leveza e informação Correio Braziliense. Por que a campanha fez tanto sucesso? Segundo o publicitário Carlos Domingos, a reação do público foi imediata. O Orkut ajudou a impulsionar a discussão, mas ele destaca que, se a ação fosse realizada hoje, com o alcance das redes sociais, o impacto seria ainda maior Correio Braziliense. O 6 de setembro não está no calendário oficial, mas consolidou-se como o “Dia do Sexo” no imaginário popular. O que começou como uma provocação criativa acabou virando motivo de reflexão, debate e visibilidade para temas íntimos, e ainda tão necessárias, da vida adulta. Um simples trocadilho virou oportunidade de falar sobre tudo o que importa: prazer com responsabilidade.